- Migrantes da Guatemala jogam futebol no parque Randall’s Island, em Nova York, muitas vezes em horários alternativos antes da programação oficial.
- As partidas costumam começar cedo, por volta das seis da manhã, quando chegam de bicicleta para usar campos reservados por crianças, sem registro no sistema público.
- Em jogo entre Palmeiras e Juventus, o placar ficou em um a zero, com gol anotado por Nolberto no fim da partida.
- A taxa de uso dos parques varia de US$ vinte e quatro a US$ cinquenta e seis por hora, valor não utilizado por quem não tem regularidade no sistema.
- Além dos guatemaltecos, outros brasileiros participam de times amadores em Nova York, como o NY Shamrock, que compete na Cosmopolitan Soccer League, formando elenco diverso e com forte espírito comunitário.
Cinco dias antes da abertura da Copa do Mundo nos Estados Unidos, migrantes guatemaltecos atuaram em um jogo amador no parque Randall’s Island, em Nova York. A partida ocorreu de manhã cedo, sem registro no sistema oficial, após ocuparem o campo de uso infantil com traves portáteis.
Os jogadores vestiam camisas de Palmeiras e Juventus, disputando um duelo que terminou 1 a 0, com gol marcado por Nolberto a três passos da grande área. O lance decisivo ocorreu ainda no início da manhã, quando o campo 74 já era utilizado por um jogo infantil.
A rotina de muitos imigrantes que vivem na cidade envolve partidas fora da programação oficial dos parques municipais. A taxa de uso, que varia de US$ 24 a US$ 56 por hora, exige registro prévio e pagamento para ocupar os espaços públicos.
Adultos que participam costumam chegar de bicicleta em horários alternativos, às vezes antes do amanhecer, para contornar as regras de reserva. Em jogos entre rivais, a dinâmica é compartilhada entre equipes de diferentes origens e nacionalidades, em um ambiente de fraternidade esportiva.
O caso do Palmeiras x Juventus na ilha contrasta com a prática de comunidades que já participam de ligas locais. O NY Shamrock, por exemplo, disputa a Cosmopolitan Soccer League, um campeonato com equipes de diversos sotaques e origens, incluindo representantes irlandeses, nórdicos, árabes e latino-americanos.
Segundo relatos de atletas, a competição amadora favorece a integração entre migrantes e trabalhadores locais. Marcus Castro, publicitário brasileiro morador da região há 12 anos, participa há mais de uma década do NY Shamrock, reforçando que o futebol funciona como elo de comunidade.
A diversidade da liga reflete um movimento esportivo que transcende fronteiras. Em campo, times como Polonez SC, SC Gjoa, Al-Asad, Panatha USA e NY Galicia convivem com atletas de várias culturas, promovendo encontros técnicos e linguísticos durante as partidas.
Independentemente da origem, o amor pelo futebol aparece como fator comum entre os jogadores. O resultado do fim de semana reforça a ideia de que o esporte funciona como espaço de socialização e de preservação de tradições para quem vive longe de casa.
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