- Pela primeira vez, 38 torcidas organizadas de clubes e estados diferentes vão apoiar a Seleção Brasileira na Copa de 2026, reunidas pelo Movimento Verde Amarelo em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol.
- Ingressos com preço reduzido via o programa Participating Member Association da FIFA foram adquiridos pelo MVA, a US$ 60, para facilitar a viagem de torcedores.
- A Associação Nacional das Torcidas Organizadas ajudou nas negociações, viabilizando a união entre as torcidas.
- O movimento enfrenta críticas de elitização, que são respondidas pela tentativa de ampliar representatividade e pelas ações da área de Representatividade e Inclusão, como o projeto Crias do MVA.
- A mobilização envolve quase dezessete mil itens de patrimônio nas arquibancadas, com renovação de repertório musical e planos de manter o movimento após a Copa para outras modalidades e futuras Copas.
O Movimento Verde Amarelo (MVA) reuniu 38 torcidas organizadas de clubes e estados diferentes para apoiar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. A iniciativa reúne bandeirões, bateria e novos cantos, promovendo uma grande festa nas arquibancadas. A CBF participa da articulação.
A mobilização envolveu diálogo com diversas uniformizadas que eram rivais, visando manter o foco no objetivo comum: apoiar a Seleção em busca da sexta estrela. A Anatorg auxiliou nas negociações entre o MVA e as torcidas.
A proposta não se restringe à Copa; o movimento espera manter a estrutura para outras modalidades e futuras Copas, incluindo a masculina e a Copa do Mundo Feminina de 2027, disputada em oito capitais.
Ingressos populares
Uma das conquistas centrais foi o acesso a ingressos do programa PMA da FIFA, com preços reduzidos. Os bilhetes foram adquiridos pela FIFA por US$ 60 e repassados aos torcedores organizados.
O objetivo é viabilizar viagens de torcedores com orçamento limitado, ampliando a presença da torcida nas arenas da Copa. A medida é vista como parte de uma estratégia de democratização do acesso.
Inclusão, críticas e ações
Entre críticas, há a acusação de elitização. O MVA reconhece o desafio, mas afirma buscar maior representatividade e inclusão. O grupo destaca ações como a criação da área de Representatividade e Inclusão em 2024.
Projetos como o Crias do MVA, no Morro do Turano (RJ), oferecem formação musical para crianças e jovens, com participação na bateria da torcida em jogos da Seleção.
Logística e repertório
O movimento planeja quase 15 mil itens de patrimônio para transformar estádios em um “mar amarelo” durante a Copa. Também há renovação do repertório, com o concurso Hit da Torcida para novas canções.
Músicas já usadas em amistosos, como Mil Gols, 58 Foi Pelé e Camisa Amarela, permanecem populares entre os torcedores. A nova faixa Copa do Mundo é Guerra foi lançada no jogo de despedida da Seleção no Maracanã.
Relatos de participação e expectativa
Carolina Amaral, 46, moradora de Sobradinho, integra o MVA e participa de viagens nacionais e internacionais para acompanhar a Seleção. Ela descreve a união entre torcidas como um ponto-chave do projeto.
A viajante destaca que a mobilização facilita a participação de torcedores que não costumam acompanhar a Seleção em Copas no exterior. A expectativa para a abertura do torneio é alta entre os membros.
Encerramento da etapa de organização
A articulação entre MVA, CBf e Anatorg consolida um modelo de participação colaborativa entre torcidas rivais. A decisão de promover a união permanece centrada na presença da Seleção nas arenas.
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