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Ruas pintadas para a Copa voltam a colorir o Rio e resgatam tradição

Mutirões de moradores recuperam ruas coloridas para a Copa de 2026, resgatando tradição, convivência e identidade nas vias do Rio e de Niterói

Rua Pereira Nunes, na Tijuca, pronta para a Copa do Mundo. — Foto: Reprodução redes sociais
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  • Mutirões de moradores em diversas comunidades do Rio de Janeiro e em Niterói preparam ruas com bandeirinhas e pinturas verde e amarelo para a estreia da seleção na Copa do Mundo de 2026.
  • Destaques como a Rua Jorge Rudge, em Vila Isabel, e a Via Ápia, na Rocinha, voltaram a receber decorações que mobilizam a comunidade e já foram premiadas em edições anteriores.
  • Além da decoração, o movimento busca manter a convivência entre vizinhos e resgatar uma tradição que marcou gerações do futebol brasileiro.
  • Em bairros como Santo Amaro, Glória, Vidigal, Mangueira e Complexo do Alemão, vias, escadarias e mirantes ganharam cores e elementos culturais, transformando o espaço público em celebração coletiva.
  • Em Niterói, ruas de várias comunidades também aderiram ao colorido, formando um mapa afetivo do futebol brasileiro pela Região Metropolitana.

Ruas do Rio de Janeiro voltaram a ganhar cores para a Copa do Mundo de 2026. Mutirões de moradores, comunidades e bairros tradicionais promovem a pintura do asfalto em verde e amarelo, retomando uma manifestação histórica do futebol brasileiro.

A iniciativa envolve regiões como Rocinha, Vila Isabel, Tijuca, Santo Amaro, Glória e Jardim América, além de Niterói. A decoração ocorre antes da estreia da seleção e é patrocinada por comunidades, prefeituras e iniciativa privada.

Entre os destaques, a Via Ápia, na Rocinha, ganhou uma pintura gigante, transformando a via em galeria a céu aberto. Em Vila Isabel, a Rua Jorge Rudge busca manter tradição premiada no Mundial de 2002.

Na Tijuca, a Rua Pereira Nunes reuniu moradores para pintar o asfalto e instalar bandeirinhas, associando esporte a inclusão e convivência. O Vidigal também participa do movimento, junto a ruas da Mangueira e da Glória.

Outros pontos marcados são a Escadaria do Fialho, na zona sul, o Mirante do Santo Amaro, no Catete, e ruas de Vicente de Carvalho, Jardim América e Botafogo. Em Niterói, locais como a Travessa São Feliciano e a Rua Ministro Sousa Costa entram no clima.

Especialistas e moradores destacam o efeito cultural do mutirão: pertencimento, memória afetiva e a forma de celebrar o futebol de modo comunitário. A tradição, que ganhou força nos anos 1990 e 2000, renasce em 2026.

A ideia é unir vizinhos, promover obras de arte coletivas e transformar espaços públicos em celebração da Copa. Em histórias locais, cada rua acrescenta referências regionais, grafite e símbolos ligados ao esporte.

Ao longo da Região Metropolitana, o mapa de cores revela o esforço de manter viva uma prática que envolve aracar recursos, planejamento e tempo de preparo, com foco na estreia da seleção brasileira.

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