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Xi quis sediar a Copa do Mundo na China; entenda o que deu errado

Sonho de Xi em sediar a Copa do Mundo na China ficou adiado para, no mínimo, 2042, diante de escândalos e falta de apoio político

Na imagem, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, com o presidente da China, Xi Jinping, durante encontro em Pequim em junho de 2017
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  • Em junho de 2017, Xi Jinping disse a Gianni Infantino que a China desejava sediar a Copa do Mundo no futuro.
  • A partir de 2015, o futebol chinês passou por grandes investimentos em clubes, transferências internacionais e infraestrutura, estimulados pelo interesse do líder.
  • Quase dez anos depois, o projeto enfrenta escândalos de corrupção que levaram à falência de clubes e a prisões, afetando a seleção nacional.
  • O técnico Li Tie foi condenado a 20 anos de prisão por manipulação de resultados; a China disputou apenas a Copa do Mundo de 2002, sendo eliminada na fase de grupos.
  • Mesmo com potencial, a ausência de apoio político e a concorrência internacional adiam a possibilidade de sediar o evento, com futuras edições previstas para 2030 e 2034 em outras regiões; a FIFA mantém regras que podem atrasar ainda mais a possibilidade da China sediar, possivelmente em 2046.

Em junho de 2017, Gianni Infantino, presidente da Fifa, esteve com Xi Jinping, presidente da China, em Pequim. Na ocasião, Xi expressou o desejo de sediar uma Copa do Mundo no futuro. A fala ocorreu em um contexto de impulso ao futebol chinês.

A aposta de Xi ganhou impulso a partir de 2015, quando o país promoveu investimentos maciços no futebol, com grandes transferências e desenvolvimento de infraestrutura. A meta era elevar o nível da seleção e da liga local.

Quase uma década depois, o projeto enfrenta dificuldades. Escândalos de corrupção levaram à falência de clubes, prisões de envolvidos e afastamentos de profissionais.

A seleção chinesa nunca obteve resultados expressivos, tendo participado de apenas uma Copa do Mundo, em 2002, e sido eliminada na fase de grupos. Casos de manipulação atingiram o corpo técnico, influindo no desempenho.

Apesar dos problemas, a China continua considerada pelos analistas como provável sede de um torneio, dada sua dimensão, infraestrutura e base de fãs. A rede de trens de alta velocidade e dezenas de estádios favorecem a logística de grandes eventos.

Segundo dados, 228 milhões de chineses urbanos demonstram interesse ou alto interesse por futebol. A média de público no futebol chinês no primeiro semestre deste ano superou a de ligas de Brasil, Itália e França, conforme Transfermarkt.

Ainda assim, o cenário atual impede avanços para 2042, quando Xi teria 89 anos. As edições previstas seguem: 2030 na Espanha, Portugal e Marrocos; 2034 na Arábia Saudita. A regra da FIFA, que bloqueia continentes após o último torneio no mesmo continente, complica novo andamento.

Contexto e perspetivas

O país oferta infraestrutura para sediar o evento, mas a ausência de vontade política após os escândalos é um entrave. A possibilidade de uma Copa na China depende de mudanças regulatórias e de escolhas da FIFA.

Situação atual da candidatura

Com as sedes já definidas, a hipótese de Xi ver a Copa no país, ainda como chefe de Estado, parece improvável no curto prazo. A FIFA tem poder de alterar regras, mas, neste momento, o Brasil e a Europa não são cenários sob risco imediato.

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