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Árbitro do VAR na Copa é alvo de alegações de gesto supremacista

Árbitro australiano do VAR é alvo de controvérsia após gesto de "OK" na Copa, ligado a símbolos de supremacia branca

Equipe do VAR com o australiano Shaun Evans fazendo gesto
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  • Arbitro assistente do VAR Shaun Evans fez sinal de “OK” durante a apresentação da equipe de arbitragem do jogo Alemanha x Curaçao, pela primeira rodada da Copa do Mundo.
  • O gesto tem sido usado nos últimos anos como símbolo associado a supremacistas brancos.
  • A FIFA ainda não se manifestou sobre o episódio.
  • O protocolo na cabine do VAR mudou após o jogo entre Holanda x Japão, com os árbitros filmados olhando para monitores de forma estática, posição repetida no jogo Costa do Marfim x Equador.
  • A Liga Antidifamação ressalta que o símbolo pode representar “poder branco” ou ser usado como um “dog whistle” (sinal codificado) pela extrema direita, e recomenda cuidado para não tirar conclusões sobre a intenção.

Um árbitro da equipe de arbitragem do jogo Alemanha x Curaçao, pela primeira rodada da Copa do Mundo, chamou atenção ao ser mostrado no vídeo oficial. Shaun Evans, supervisor do VAR, ergueu a mão direita em um gesto de ok durante a apresentação da cabine. O sinal está ligado a controvérsias recentes. Fontes da organização não confirmaram o significado do gesto no momento.

Diversos perfis nas redes sociais destacaram a sinalização, questionando o caráter da atitude. A Fifa foi procurada, mas ainda não se posicionou sobre o ocorrido. Em seguida, houve mudanças no protocolo de posicionamento na cabine do VAR, observado nos jogos Holanda x Japão e Costa do Marfim x Equador, com os árbitros em posição mais estática olhando para os monitores.

Entenda

O símbolo de OK tem sido associado a movimentos supremacistas brancos, segundo a Liga Anti-Difamação (ADL). A origem recente remonta a campanhas de boatos no fórum 4chan, em 2017, que difundiram a ideia de que o sinal representa supremacia branca. A ADL aponta que o gesto passou a ser usado por grupos da extrema direita de forma deliberada.

Pesquisadores descrevem o gesto como um possível dog whistle, uma comunicação codificada para um grupo específico. O uso histórico envolve o alt-right, que defende posições racistas e antissemitas. A ADL alerta que o sinal pode ter diferentes leituras, mas ainda assim requer cautela para evitar inferências sobre a intenção de quem o utiliza.

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