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Bandeiras pré-revolucionárias aparecem; hino é vaiado na estreia do Irã na Copa

Bandeiras pré-revolucionárias entram no SoFi Stadium em protesto durante a estreia do Irã na Copa, com hino vaiado e mensagens políticas isoladas

Iran's players pose for a team photo
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  • Em busca de apoio, torcedores entraram no SoFi Stadium com bandeiras pré-revolucionárias, apesar da proibição da FIFA.
  • Um grupo exibiu a bandeira no lado oposto à atual, sem ser impedido pelos seguranças, mesmo após decisão judicial contrária.
  • Seis fãs foram inicialmente barrados por estarem com camisas com a bandeira antiga, mas puderam entrar após cobri-la ou inverter a peça.
  • Durante o jogo, houve vaias ao hino da República Islâmica e celebração quando o Novo Zelândia marcou o gol inicial; neste momento, algumas bandeiras atuais também estavam presentes.
  • Publicidade de mensagens políticas apareceu em cartazes, como o “MINAB168” em referência ao massacre de crianças, e outro banner citou o suposto número de civis mortos desde o início do ano.

Iranian fans entraram no SoFi Stadium, em Inglewood, Calif., para a estreia da seleção no Mundial, contra a Nova Zelândia, sob a observação de uma proibição da FIFA sobre símbolos políticos.

Doze ou mais torcedores exibiram a bandeira pré-revolucionária em meio ao protocolo de abertura, em resposta à exibição de uma bandeira do governo atual no placar, que gerou controvérsia entre torcedores e organizadores.

Antes da abertura, um oficial de segurança informou aos funcionários que não poderia entrar com bandeiras com imagens pré-revolucionárias. As imagens mostradas incluíam a bandeira com o leão e o sol.

Quatro torcedores vestindo camisetas com a bandeira pré-revolucionária foram impedidos de entrar. Após cobrirem as peças com casacos ou darem a volta, puderam entrar.

Mehdi, um dos torcedores, afirmou ter entrado com a camisa para representar a bandeira histórica. Outro torcedor, Aiden, disse que a bandeira representa liberdade, não o regime vigente.

Durante o primeiro tempo, alguns torcedores exibiram uma faixa com a inscrição MINAB168, referindo-se a um incidente envolvendo crianças em um ataque anterior no Irã. Em resposta, parte da torcida empunhou adesivos #168, para marcar o levantado tema.

Bandeiras do governo atual também estiveram presentes no estádio, com a maior parte dos torcedores apoiando a equipe iraniana. Em meio aos protestos, houve quem comemorasse o gol inicial da Nova Zelândia.

Banners com mensagens de reivindicação foram confiscados pela equipe de segurança antes do intervalo. Três torcedores, que se identificaram apenas como Mohsen, Mehrdad e Amir, relataram não ter recebido justificativa para a apreensão.

Outras manifestações incluíram um banner feito pela torcida, com a expressão 42 mil iranianos mortos, associada a organizações de direitos humanos. A peça foi removida pelas autoridades do estádio durante o intervalo.

A partida ocorreu sob pressão institucional, com uma decisão judicial de Los Angeles que negou a legitimidade de permitir ou não símbolos políticos durante o evento, mantendo a proibição da FIFA.

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