- O empate contra Marrocos deixa o Brasil sem 100% na fase de grupos há vinte Copas, desde 2002.
- Em Copas passadas, apenas algumas seleções chegaram a vencer os três jogos do grupo: Argentina e Holanda (2010); Argentina, Colômbia e Holanda (2014); Bélgica, Croácia e Uruguai (2018).
- Em 2022, nenhuma seleção chegou a 100% na fase de grupos.
- Historicamente, somente quatro campeões mundiais atingiram três vitórias no grupo: Uruguai (1930), Itália (1938), Brasil (1970) e Brasil (2002); França (1998) também venceu os três jogos e foi campeã.
- A ideia de que o grupo é apenas uma etapa não se confirma há décadas, já que vitórias perfeitas nem sempre rendem título.
Após o empate por 0 x 0 contra Marrocos, o Brasil deixará de cumprir o que foi uma prática histórica na Copa do Mundo: vencer todos os jogos da fase de grupos. A igualdade mantém a equipe sem 100% de aproveitamento na fase inicial pela primeira vez desde 2002, quando entrou para a história com sete vitórias.
A disputa em questão ocorreu durante a Copa do Mundo de 2026. O resultado pode quebrar uma sequência que durava 24 anos de fases de grupos perfeitas, com exceção de algumas campanhas em que o Brasil não chegou a 100% na etapa inicial. A análise de desempenho aponta que apenas seleções com aproveitamento total avançaram até as fases seguintes, em diferentes edições.
Historicamente, apenas poucos campeões mundiais alcançaram três vitórias na fase de grupos. Entre eles, Uruguai (1930), Itália (1938) e Brasil (1970 e 2002). Em 1998, a França também venceu todas as partidas da primeira fase e chegou ao título, enquanto 2010, 2014 e 2018 tiveram seleções que não alcançaram o 100%.
Panorama histórico da fase de grupos
A comparação com gerações passadas evidencia o peso da marca de 100% na fase de grupos. Em 1982 e 1986, Telê Santana conduziu equipes com três vitórias iniciais. Em 2002, Felipão repetiu o feito, enquanto Parreira soube manter o desempenho na primeira etapa em 2006. Mesmo com essas exceções, o feito de manter três vitórias continuou raro entre campeões.
Em resumo, o empate contra Marrocos traz à tona a ruptura de uma tradição de campanha perfeita na fase de grupos, com o Brasil passando a depender de resultados nas fases seguintes para confirmar o avanço competitivo sem o histórico de 100%.
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