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Cientistas apontam jogos e estádios com maior calor na Copa, Brasil é afetado

Brasil entra no mapa de calor extremo da Copa de 2026, com quase todos os estádios registrando mais dias de calor e partidas paralisadas aos 22 minutos para hidratação

Jogadores do Brasil após o jogo contra Marrocos; estudo aponta que mudança climática pode ameaçar partidas da Copa.
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  • A Climate Central aponta que 97 de 104 jogos da Copa do Mundo de 2026 têm maior probabilidade de calor extremo do que em 1970, e todos os jogos terão pausa de hidratação aos 22 minutos de cada tempo.
  • Quase todos os estádios-sede (14 de 16) registram mais dias de calor extremo hoje do que na década de setenta.
  • Estados Unidos, México e Canadá sediarão o torneio em pleno verão; localidades como Miami, Cidade do México, Houston e Guadalajara aparecem entre as de maior risco.
  • A umidade eleva o risco: o calor prejudicial costuma ocorrer a partir de 28°C, com bulbo úmido alto, e as partidas podem ser adiadas com base nessas condições.
  • O jogo com maior probabilidade de calor prejudicial é Espanha x Uruguai, em 26 de junho, em Guadalajara (70%), e a final, em 19 de julho no MetLife Stadium, tem 47% de probabilidade de impacto térmico.

A Climate Central aponta que a Copa do Mundo de 2026, realizada nos EUA, México e Canadá, terá risco elevado de calor extremo. Quase todos os jogos serão paralisados aos 22 minutos de cada tempo para hidratação.

Segundo o estudo, 97 de 104 partidas têm maior probabilidade de enfrentar temperaturas prejudiciais ao desempenho. Quase todos os estádios sediados também registram mais dias de calor extremo que em 1970.

A pesquisa mostra que 14 de 16 estádios têm mais dias de calor extremo hoje do que na década de 1970, quando a primeira Copa na América do Norte aconteceu. O planeta está cerca de 0,7°C mais quente desde 1994, aumentando o risco.

Principais locais por risco de calor

Miami, Cidade do México, Houston e Guadalajara aparecem com maior incidência de calor extremo entre junho e julho. Em média, cada cidade teve pelo menos 10 dias de calor extremo na última década.

Somente Houston, Atlanta e Dallas possuem estádios totalmente climatizados, o que reduz o efeito direto do calor para jogadores, torcedores e trabalhadores nas áreas de acesso e Fan Fests.

Umidade e impactos

A linha de análise usa 28°C como teto de risco para desempenho, levando em conta a umidade. Em altas umidades, o estresse térmico começa aos 26°C e pode exigir adiamento acima de 28°C, segundo a World Weather Attribution.

A Federação Internacional de Futebol não adota o mesmo critério de adiamento, mantendo protocolo de paralisação acima de 32°C de calor úmido, conforme avaliação de órgãos ligados ao esporte.

A partida com maior probabilidade de calor prejudicial é Espanha versus Uruguai, em Guadalajara, com 70% de chance de impacto, aumento devido à mudança climática. A final, em Nova York, tem 47% de probabilidade de efeito térmico.

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