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Federações criticam fala do presidente da Uefa e manifestam decepção

Federações africanas, Curaçao, Haiti e Uzbequistão repudiaram Ceferin por classificar jogos como desinteressantes, afirmando que nenhuma partida da Copa é insignificante

Haiti classificou-se para a Copa pela segunda vez, 52 anos após a primeira participação –
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  • Federações de Cabo Verde, Curaçao, Uzbequistão, Congo, Haiti, Argélia, Tunísia, Marrocos, Egito, Gana, Senegal, Costa do Marfim e África do Sul divulgaram nota de repúdio às declarações do presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, sobre a expansão da Copa do Mundo e a classificação de partidas como desinteressantes.
  • As federações destacaram que nenhuma partida da Copa do Mundo é insignificante e que a classificação representa conquista histórica para seus países.
  • O posicionamento ocorre em meio ao debate sobre ampliar o torneio para 48 seleções e às polêmicas recentes envolvendo a Uefa.
  • O texto da nota afirma que reduzir a importância de determinadas seleções despreza anos de investimento e sacrifícios no desenvolvimento do futebol.
  • A declaração reforça o veto a tratar partidas da Copa como irrelevantes e ressalta o sonho compartilhado por gerações de torcedores nesses países.

As federações de futebol de Cabo Verde, Curaçao, Uzbequistão, Congo, Haiti, Argélia, Tunísia, Marrocos, Egito, Gana, Senegal, Costa do Marfim e África do Sul emitiram uma nota de repúdio neste domingo. O alvo foi a declaração do presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, de que algumas partidas da Copa seriam desinteressantes.

Segundo o comunicado, as federações ressaltaram que a expansão da Copa do Mundo para 48 seleções não pode reduzir o valor de qualquer equipe. A nota descreve o crescimento como um objetivo comum do futebol mundial e rejeita desvalorizações de seleções.

O texto também critica diretamente Ceferin, enfatizando que reduzir a importância de equipes envolve décadas de investimento e sacrifício no desenvolvimento do futebol em seus países.

Para as federações, nenhuma partida da Copa do Mundo é insignificante. A mensagem aponta que a classificação para o torneio é uma conquista histórica para cada país envolvido.

Reação internacional

As federações destacam que o debate sobre a ampliação da Copa segue relevante para o planejamento de calendários e investimentos. O comunicado afirma que os resultados esportivos devem ser avaliados pela qualidade das equipes, não pelo interesse momentâneo.

Além de Haiti, as entidades africanas citam também Curaçao e Uzbequistão como signatários da nota, destacando a coalizão de países que representa diferentes confederações. O objetivo é manter o reconhecimento das conquistas esportivas de cada seleção.

A nota é publicada em meio a discussões sobre mudanças no formato da competição e à atual controvérsia envolvendo a Uefa e a FIFA. O grupo reitera compromisso com o desenvolvimento do futebol nos seus respectivos territórios.

As federações concluem que a Copa do Mundo é um palco para a diversidade de estilos e histórias, defendendo que todas as seleções têm direito a participar e a serem reconhecidas por sua trajetória esportiva.

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