- Igor Thiago nasceu no Gama, no Distrito Federal, e começou no projeto social Grêmio Ocidental aos oito anos de idade.
- O treinador Sérgio Gonçalves destacou a fidelidade do jogador, sua personalidade carinhosa e o apoio da família diante de dificuldades, como a rotina sem café da manhã ou almoço.
- O primeiro treinador contou um momento marcante aos 13 anos em Itumbiara: um chute de calcanhar que entrou no ângulo, descrito como inesquecível.
- Além do futebol, o atleta gostava de videogame aos 12 anos, lembrança compartilhada pelo vizinho Marcos Judson.
- Rogério Carvalhosa, conhecido como Rogerão, ressaltou a persistência de Igor Thiago e o papel fundamental da família no seu desenvolvimento e sucesso.
O atacante Igor Thiago, hoje referência do Brentford na Inglaterra, teve as primeiras noites de futebol no projeto social Grêmio Ocidental, em Gama, Distrito Federal, aos 8 anos. O percurso inicial foi marcado por curiosidade, convivência com jovens da mesma faixa etária e desejo de trabalhar a técnica desde cedo.
Ao longo do tempo, o garoto mostrou facilidade de entrosamento e nunca foi visto como tímido pelos colegas. A fidelidade, segundo quem conviveu de perto, é uma característica que o acompanha até hoje, aliada a um perfil carinhoso e dedicado aos companheiros.
O projeto lembra das dificuldades enfrentadas pela família, incluindo a atuação da mãe como gari. Mesmo diante da necessidade de se organizar para comprar chuteiras, Igor não faltava aos treinamentos, e o vínculo com o corpo técnico se manteve próximo, com o treinador assumindo papel de suporte próximo.
Um momento que ficou marcado
Em Itumbiara, aos 13 anos, Igor Thiago viveu um lance que ficou na memória do treinador. Durante a cobrança de escanteio, o jovem correu, recebeu o recuo e, com um calcanhar preciso, mandou a bola ao ângulo. O episódio é apontado como o marco de virada na percepção do talento do atacante.
Aos poucos, o repórter ficou conhecido por acompanhar a relação próxima entre Igor Thiago e as pessoas que o ajudaram a chegar onde chegou. Um dos vizinhos da época, Marcos Judson, lembra da simplicidade do jogador e do costume de manter contato mesmo após alcançar o sucesso, além de relembrar as brincadeiras de infância com o atleta.
Outra figura importante nessa trajetória é Rogério Carvalhosa, conhecido como Rogerão, morador da Cidade Ocidental. Ele destacou a persistência como qualidade-chave e ressaltou o apoio da família, que ajudou a abrir portas e a manter a humildade do atleta. Segundo ele, o entorno sempre foi crucial para a formação do jogador.
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