- A seleção do Irã chega a Los Angeles neste domingo, 14 de junho, para a estreia na Copa do Mundo de 2026, contra a Nova Zelândia, no SoFi Stadium.
- O Irã mudou o campo-base do torneio para Tijuana, no México, após os EUA terem negado vistos a cerca de quinze integrantes da delegação.
- O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, afirmou que a Fifa deve garantir que apenas a bandeira iraniana em sua versão atual seja visível nos estádios.
- A presença de bandeiras históricas do Irã e vaias ao hino são temas controversos, com o ministro dos Esportes iraniano alertando sobre monitoramento de símbolos políticos.
- O Irã disputa os três jogos do Grupo G nos Estados Unidos: contra Bélgica em 21 de junho (Los Angeles) e contra o Egito em Seattle, além da partida contra a Nova Zelândia.
Irã chega aos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026 em meio a tensão geopolítica. A delegação iraniana desembarca em Los Angeles neste domingo (14) antes de estrear contra a Nova Zelândia, em partida válida pelo Grupo G.
O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, afirmou que a FIFA deve garantir que apenas a bandeira iraniana em sua versão atual seja exibida nos estádios. A normativa proíbe adereços de natureza política nos locais de jogo.
Desde 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã, surgiu a dúvida sobre a viagem da seleção ao território americano. A delegação optou por mudar o campo-base, indo para Tijuana, no México, em vez de Tucson, no Arizona.
Nesta tarde, a equipe será apresentada ao público em uma coletiva no SoFi Stadium, com início previsto para as 15h45 locais (19h45 em Brasília). A entrada no país é prevista para antes da entrevista.
A organização da Copa tem sido marcada por tensões entre torcedores da diáspora iraniana e o cenário político. No início do ano houve grandes manifestações em Los Angeles em apoio a protestos no Irã.
Novos protestos podem ocorrer em Inglewood, próximos ao estádio, com a circulação de símbolos do Irã antes da Revolução Islâmica, como o estandarte verde, branco e vermelho com o leão. O governo iraniano prometeu fiscalização rígida.
O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, informou que haverá vigilância especial a bandeiras e cânticos, com possibilidade de interrupção do jogo caso símbolos hostis à República Islâmica sejam detectados.
No sábado, Taj reforçou que a FIFA precisa assegurar que apenas a bandeira atual do Irã seja visível nos estádios. O regulamento proíbe adereços políticos, mas a aplicação varia em edições anteriores.
Este duelo em Los Angeles abre a participação do Irã na Copa, com a expectativa de disputar os três jogos do Grupo G nos Estados Unidos. O segundo confronto será contra a Bélgica, em 21 de junho, também em Los Angeles, e o terceiro contra o Egito, em Seattle.
A equipe entra na competição com a expectativa de avançar à fase eliminatória, mirando a primeira passagem de fase já na história. O Irã está classificado numa chave considerada favorável para avançar em meio ao torneio ampliado.
Mehdi Taremi, atacante do Olympiakos, será destaque. O jogador afirmou desejar que esporte e política permaneçam separados para enviar uma mensagem de paz em campo durante a competição.
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