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Ancelotti reavalia ataque após estreia; Endrick não foi escalado

Endrick fica no banco na estreia contra Marrocos; Ancelotti reavalia o ataque e aposta em Igor Thiago, com ajustes pendentes

Endrick em treino da Seleção no Columbia Park, em Nova Jersey: brasiliense na fila, atrás do conterrâneo, para estrear na Copa do Mundo - (crédito: Mauro Pimentel/AFP)
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  • Endrick ficou no banco durante o empate por 1 x 1 com Marrocos, enquanto Igor Thiago iniciou como titular na estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo.
  • Ancelotti mudou o sistema para um 4-3-3, abrindo mão do 4-4-2 usado anteriormente, e escalou quatro jogadores com Copa do Mundo pela primeira vez: Gabriel Magalhães, Douglas Santos, Ibañez e Igor Thiago.
  • Igor Thiago teve duas chances claras de marcar, mas não aproveitou; uma cabeçada atrasada e uma finalização defendida por Bono.
  • Endrick, destaque em amistosos, ficou no banco apesar de ter sido decisivo em jogos anteriores e de estar em boa fase na carreira, com gols e assistências em seleções de base e no cenário profissional.
  • O técnico preferiu não comentar a ausência individual de Endrick e afirmou que a análise é sobre a equipe, prometendo ajustes para o próximo jogo, marcado contra o Haiti.

Não houve presença de Endrick em campo na estreia da Seleção Brasileira no Grupo C da Copa do Mundo. Carlo Ancelotti optou por Igor Thiago como titular na partida contra Marrocos, disputada em território americano, e o brasiliense ficou no banco durante os 90 minutos. A escolha surpreendeu pela expectativa criada em torno do jovem atacante.

O Brasil ficou com o 4-3-3 também alterado, com quatro jogadores estreantes em Copas. Gabriel Magalhães, Douglas Santos, Ibañez e Igor Thiago iniciaram a partida, enquanto Endrick assistiu tudo sentado na reserva. A performance inicial mostrou desorganização ofensiva, especialmente pelos lados, que o treinador tentou corrigir no intervalo.

Reação e ajustes

Ao longo do primeiro tempo, o Brasil teve dificuldades para impor pressão ao adversário e manter a posse de bola. A mudança tática ocorreu pouco antes do segundo tempo, mas as substituições demoraram a surgir. Endrick, por sua vez, não foi acionado para mudar o panorama da marcação.

Ancelotti foi questionado sobre a ausência do jovem de 19 anos, mas preferiu não individualizar a análise. Pesou a ideia de que a equipe, no conjunto, precisa entregar mais no primeiro tempo. A atuação melhorou no segundo tempo, porém não houve gols brasileiros.

Desempenho de Igor Thiago

Igor Thiago teve duas oportunidades claras para abrir o marcador, mas parou na defesa adversária e na limitação de timing em jogadas rápidas. O camisa 9 da partida mostrou personalidade ao longo do confronto, mantendo a titularidade por 62 minutos.

A escolha por Igor Thiago foi respaldada por relatos de bastidores de que a preparação apontava opções próximas entre os atacantes. O brasiliense entrou como titular por ter características para compor o ataque ao lado de Vinicius Junior e Raphinha.

Contexto de Endrick

Endrick soma quatro gols e duas assistências pela Seleção, em 19 anos, mas ainda não garantiu espaço na equipe inicial de Ancelotti. Dados de desempenho situam o atacante entre os mais eficientes entre os convocados com mais de 10 partidas, em termos de gols por minuto.

A dupla entre Endrick e Igor Thiago já funcionou em ocasiões anteriores, como contra Croácia e Panamá, quando os dois atuaram juntos e contribuíram para momentos ofensivos relevantes.

Olhando para o próximo desafio

A comissão técnica terá cinco dias para ajustes antes do próximo jogo, contra o Haiti, em Philadelphia, na sexta-feira, às 21h30. A expectativa é definir se Endrick terá nova oportunidade de atuar ao lado de Vinicius Júnior e Raphinha, ou se a formação continuará com Igor Thiago na referência.

O duelo contra o México, no entanto, não convenceu plenamente, e Ancelotti precisa decidir se a estratégia passa por dar mais tempo aos jovens promissores ou manter a linha adotada diante de Marrocos.

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