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Copa do Mundo feminina indeniza pioneiras e sinaliza reconhecimento

Indenização de R$ 500 mil às jogadoras pioneiras de 1988 e 1991 sinaliza reconhecimento histórico e avanço para o futebol feminino

Jogadoras que representaram o Brasil em 1988 e 1991 vão receber R$ 500 mil, conforme determinado pela lei que determina as regras do Mundial no País
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  • A Comissão indenizará as pioneiras da seleção brasileira de 1988 e 1991 com R$ 500 mil cada,. a mesma reparação vale para herdeiros de atletas falecidas, conforme lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • A Copa do Mundo feminina de futebol será realizada no Brasil em 24 de junho de 2027, com objetivo de elevar a visibilidade do esporte e reconhecer quem ajudou a construir a história da equipe.
  • Autoridades e ex-jogadoras destacam o pagamento como resgate de dignidade histórica, reforçando o reconhecimento institucional da luta das pioneiras.
  • Estudos do governo mostram que, em 2025, cerca de setenta por cento das jogadoras têm outra atividade para complementar renda, e menos de vinte por cento têm vínculo profissional.
  • A Lei da Copa prevê ações de promoção da igualdade, combate à discriminação e facilidades administrativas (vistos simplificados e feriado nacional nos dias de jogos) para fortalecer o futebol feminino.

A Copa do Mundo feminina de futebol, marcada para 2027 no Brasil, concede indenização aos pioneiros do futebol feminino nacional. A lei que regula o Mundial sancionada pelo presidente Lula determina o pagamento de R$ 500 mil a cada atleta que atuou pela seleção em 1988 e 1991. A medida também alcança sucessores legais de atletas falecidas.

A indenização busca resgatar a dignidade histórica das jogadoras que abriram espaço para o esporte no país. As pioneiras citadas contribuíram para o crescimento da modalidade mesmo diante de preconceitos e estrutura limitada na época. A quantia é similar à concedida a atletas masculinos em 2014, quando o Brasil sediou a competição.

A senadora Leila Barros afirma que o avanço é resultado da coragem dessas mulheres. Segundo ela, o reconhecimento oficial reforça a história do futebol feminino e complementa o que já ocorre com a atual geração. A lei também trata de promoção de igualdade, combate à violência e valorização da participação feminina no esporte.

Esforços de concorrentes com políticas públicas aparecem na Estratégia Nacional para o Futebol Feminino. O estudo de 2025 aponta que cerca de 70% das jogadoras mantêm outra atividade para complementar renda e que menos de 20% possuem vínculo profissional estável. O cenário evidencia fragilidades estruturais.

Profissionais do setor destacam que, embora haja interesse de marcas, ainda há espaço para desenvolvimento sustentável. A atuação de empresas dedicadas ao público feminino impulsiona o mercado e pode ampliar oportunidades de carreira, investimentos e patrocínios.

Indenização às pioneiras

  • 1988: Goleiras Lica Laurentino, Simone Carneiro; defensoras Marisa Caju, Rosilene Fanta, Suzana Cavalheiro, Elane Rego, Suzy Bittencourt, Sandra Duarte; meias Lúcia Feitosa, Marilza Pelezinha, Marcinha Honório, Fia Paulista, Russa, Sissi; atacantes Lucilene Cebola, Roseli de Belo, Michael Jackson, Flordelis Oliveira.
  • 1991: Goleiras Meg, Miriam Soares; defensoras Rosa Lima, Doralice, Elane, Marilza, Soró; meias Márcia Tafarel, Nalvinha, Cenira Sampaio, Rosângela Rocha; atacantes Fia Carioca, Adriana Alvim, Roseli, Fanta, Pretinha.

A Câmara dos Deputados discute estender a reparação de R$ 500 mil à geração de 1995. O evento de 2027, no Brasil, é visto como um marco de reconhecimento e de continuidade de ações de suporte à equipe nacional.

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