- Endrick teve impacto nos amistosos contra Croácia, Panamá e Egito, mas na estreia da Copa o técnico escalou Igor Thiago no ataque.
- Ao sacar Endrick, Ancelotti colocou Matheus Cunha, e o jovem ficou no aquecimento até esgotar as substituições.
- O treinador enxerga grande potencial em Endrick e quer prepará-lo para jogar já neste Mundial.
- O desafio é a falta de obediência tática de Endrick, que recua para buscar a bola e não mantém a posição para pressionar a saída de bola adversária.
- A comissão técnica considera natural o desenvolvimento do jogador, esperando evolução de posicionamento para aumentar minutos no Mundial; o Brasil joga na sexta-feira, 19, contra o Haiti, na Filadélfia.
Endrick entrou em campo nos amistosos contra Croácia, Panamá e Egito e teve impacto inicial. Na estreia do Brasil na Copa do Mundo contra o Marrocos, o placar ficou 1 a 1. Carlo Ancelotti escalou Igor Thiago no ataque.
Quando decidiu tirar o centroavante, cobrado por gols perdidos contra Marrocos e Egito, o técnico colocou Matheus Cunha. Endrick permaneceu no aquecimento até o fim das substituições.
Por que Ancelotti reluta em dar minutos a Endrick? O UOL apurou respostas sobre o tema.
Desafios táticos
O treinador enxerga Endrick como jogador jovem com grande potencial e acredita que pode prepará-lo para atuar já neste Mundial. No entanto, há um desafio: a falta de obediência tática às funções esperadas de um centroavante, que vão além de gols.
Ancelotti quer que o atacante exerça marcação alta na saída de bola adversária. Embora tenha essa habilidade, Endrick costuma recuar para buscar a bola em posições mais atrasadas, o que atrapalha a pressão sem a bola.
Quem acompanha o dia a dia do jovem relata talento nos treinamentos, mas destaca improviso e tomada de decisão rápidas, traços da juventude. As correções nem sempre são assimiladas com rapidez.
Em exemplo citado, o treinador orienta para dominar a bola ao invés de chutar de primeira; o atleta aceita, mas na jogada seguinte repete a jogada corrigida e volta a finalizar de primeira.
Pessoas ligadas ao estafe defendem que o impacto em campo não mostra problema tático, mantendo a visão de que Endrick está em processo natural de evolução.
A comissão técnica, porém, não vê postura incomum; espera apenas maior consciência e posicionamento para ampliar o papel dele no Mundial.
O Brasil volta a campo pela Copa do Mundo na sexta-feira, 19, diante do Haiti, na Filadélfia.
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