- Felipão relembra a derrota por sete a um para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014 e aponta um apagão coletivo nos minutos decisivos.
- Em entrevista no programa Seleção Copa, no SporTV, classificou o resultado como uma “catástrofe total” e destacou que poucos minutos definiram o placar.
- O treinador afirmou que, no intervalo, com o Brasil em desvantagem, não havia discurso capaz de mudar o cenário e a prioridade foi aliviar a pressão emocional dos jogadores.
- A comissão técnica assumiu a responsabilidade pelas decisões da campanha, defendendo que todas tinham boas intenções, mesmo sem evitar o revés.
- Questionado sobre ter preferido perder cedo para evitar o vexame, Felipão foi categórico: não abriria mão da campanha que fez e manteve a responsabilidade dele e da equipe pelo resultado.
O treinador Luiz Felipe Scolari, o Felipão, comentou pela primeira vez sobre um dos episódios mais marcantes da história recente da seleção brasileira. A declaração ocorreu durante participação no programa Seleção Copa, do SporTV, após o noticiário sobre a goleada de 7 a 1 aplicada pela Alemanha, em 2014, ressurgir em 2026 no jogo entre Alemanha e Curaçao.
Felipão classificou o resultado como uma catástrofe total e atribuiu a goleada a uma sequência de acontecimentos incomuns que tiraram o domínio do time brasileiro. Em trecho divulgado, ele citou um apagão coletivo em campo como decisivo para o placar ganhar proporções históricas.
Segundo o técnico, houve um intervalo curto em que o Brasil sofreu sete ou oito minutos decisivos, com gols que não costumavam ocorrer em partidas. Ele descreveu aquele momento como um desvio do normal que impactou o resultado final.
O ex-comandante também comentou sobre o vestiário no intervalo da partida, quando o Brasil já perdia por 5 a 0 no primeiro tempo. Felipão disse que não havia discurso capaz de mudar o cenário e que a prioridade foi reduzir a pressão emocional sobre os jogadores.
Ainda conforme o entrevistado, a comissão técnica assumiu a responsabilidade pela situação e procurou sustentar o elenco, reiterando que as decisões tomadas ao longo da campanha foram feitas com as melhores intenções, mesmo sem sucesso naquela noite.
Ao ser questionado sobre preferir ter sido eliminado nas oitavas de final para evitar o vexame, Felipão foi enfático. Disse que não abriria mão da trajetória da seleção e que, mesmo diante de uma derrota ainda maior, não trocaria a classificação até as semifinais pela eliminação precoce. Afirmou que a responsabilidade foi dele e de sua comissão técnica.
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