- A FIFA analisa o suposto gesto supremacista feito pelo árbitro australiano Shaun Evans durante a apresentação da cabine do VAR antes de Alemanha x Curação na Copa do Mundo de 2026; ainda não houve posicionamento oficial da FIFA ou da Federação Australiana.
- O sinal, semelhante a um “OK” com a mão para baixo, seria o código para “White Power”, conforme a lista da organização Antidifamação (ADL) incluída em 2019.
- Não houve abertura de investigação formal até o momento, e Evans não comentou o ocorrido.
- A organização Fare, parceira da FIFA e da Uefa, classificou o gesto como neonazista e questionou a necessidade de Evans atuar no evento global.
- Shaun Evans, de 38 anos, é árbitro da Fifa desde 2017 e atua na A-League desde 2008, com passagem como assistente e juiz principal antes de se tornar árbitro em tempo integral.
O árbitro australiano Shaun Evans será informado pela Fifa sobre o gesto realizado na cabine do VAR durante a transmissão da Copa do Mundo de 2026, na partida Alemanha x Curaçao. O sinal foi visto antes do jogo, quando ele atuava como supervisor da cabine.
O gesto, descrito como um sinal de OK invertido, é associado por organizações antimotins a símbolos de ódio. A Fifa e a Federação Australiana de Futebol não comentaram o caso até o momento, e Evans não foi localizado para falar sobre o assunto.
A FARE, rede que monitora discriminação em jogos, afirmou que o gesto se assemelha a um símbolo de poder branco, usado pela extrema-direita, e pediu apuração. O órgão alegou que o supervisor do VAR estava diante de câmeras durante o evento global.
Sobre o caso e a apuração
A Fifa analisa o episódio, mas ainda não instaurou uma investigação formal. A reportagem apurou que a entidade não emitiu posicionamento definitivo. Procuradas, Fifa e a Federação Australiana não se pronunciaram.
Shaun Evans tem 38 anos e é árbitro da Fifa desde 2017. Atua no futebol australiano desde 2008, integrando o painel da A-League, com passagem de assistente para árbitro principal. No período, conciliava o esporte com a profissão de pedreiro.
Contexto da seleção australiana
A seleção da Austrália envolve diversidade internacional. Entre os convocados para a Copa aparecem jogadores nascidos em campos de refugiados na África, como Awer Mabil, Nestory Irankunda e Mohamed Touré.
Nestory Irankunda, de 20 anos, foi destaque na estreia australiana, marcando o primeiro gol na vitória sobre a Turquia. Irankunda nasceu na Tanzânia; a família buscou refúgio em Perth ainda jovem.
Awer Mabil nasceu no Quênia, em um campo de refugiados, e chegou à Austrália aos 10 anos. Mohamed Touré, 22, nasceu na Guiné e cresceu no sul da Austrália após migrar com a família.
Neste momento, a confusão em torno do gesto permanece sem definição final, com a apuração em curso pela Fifa e sem pronunciamentos oficiais de autoridades esportivas envolvidas.
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