- A FIFA planeja um jogo simbólico entre Israel e Palestina como abertura de um novo torneio sub-15 nos Estados Unidos, em setembro.
- A cidade de Miami é a mais cotada para sediar o torneio, que não será uma Copa do Mundo sub-15 oficial e contará com a participação de todos os 211 membros da FIFA, incluindo a Rússia.
- O torneio terá primeira edição masculina, com edição feminina prevista 12 meses depois; a FIFA pretende promover dois festivais por ano a partir de 2028.
- Gianni Infantino disse que o objetivo é usar o futebol para promover paz e união, e interlocutores afirmam que não há intenção de interferir na política das nações.
- O contexto inclui um episódio de abril, em Vancouver, quando um aperto de mão entre delegações palestina e israelense não ocorreu, destacando as dificuldades diplomáticas envolvidas.
O plano é organizar uma partida simbólica entre Israel e Palestina como jogo de abertura de um novo torneio sub-15 nos Estados Unidos, em setembro. A iniciativa busca promover mensagem de paz ao unir os dois países em campo, segundo o The Guardian.
A Fifa, órgão máximo do futebol mundial, já havia anunciado detalhes do torneio em dezembro e mantém a ideia de um confronto de abertura envolvendo as duas seleções. A competição não é oficial como uma Copa do Mundo sub-15, mas estará aberta a todos os 211 membros da entidade, incluindo a Rússia, que segue banida.
Miami aparece como a cidade mais cotada para sediar o evento, uma vez que a Fifa tem forte presença administrativa na região. A sede, porém, ainda não foi oficialmente confirmada pela organização.
O torneio inicial será masculino, com uma edição feminina prevista para ocorrer 12 meses depois. A partir de 2028, a Fifa planeja realizar dois festivais oficiais por ano, segundo as informações disponíveis.
Interlocutores da Fifa teriam rejeitado a leitura de que o esforço para reunir Israel e Palestina envolve riscos políticos. A ideia é usar o futebol como ferramenta de diálogo entre as duas nações, sem entrar no terreno político.
Além disso, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, agradeceu aos representantes de Israel e da Palestina que participam da iniciativa. Ele ressaltou o compromisso da entidade em promover oportunidades iguais para todas as crianças do mundo por meio do torneio.
O episódio ocorre meses após um momento constrangedor envolvendo o presidente da Fifa, durante o congresso em Vancouver, quando uma tentativa de aperto de mãos entre delegados palestinos e israelenses não teve sucesso. A situação gerou repercussão internacional na época.
Jibril Rajoub, presidente da Associação Palestina de Futebol, não participou do momento de aproximação com o vice-presidente da Federação Israelense de Futebol, Basim Sheikh Suliman, no final do 76º congresso da Fifa. A imagem foi alvo de cobertura na época, conforme registros.
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