- O juiz Curtis A. Kin, de Los Angeles, decidiu que a FIFA pode vetar a bandeira monárquica do Irã usada pela oposição durante as partidas da seleção iraniana na Copa do Mundo.
- A decisão foi anunciada horas antes da estreia do Irã contra a Nova Zelândia no Estádio SoFi, nos arredores de Los Angeles, região com grande comunidade iraniana.
- A bandeira, que tem o leão e o sol no centro, é usada por opositores do regime islâmico e como símbolo de apoio à monarquia.
- A corte destacou que a liberdade de expressão é sagrada, mas não ilimitada, e que a FIFA pode regulamentar manifestações dentro de estádios por se tratar de evento privado; a entidade já proíbe itens políticos nos jogos.
- A ação, movida pelo Institute for Voice of Liberty, argumentava que o veto poderia aumentar tensões entre torcedores; o juiz manteve a restrição da FIFA.
O juiz Curtis A. Kin, do tribunal do condado de Los Angeles, decidiu nesta segunda-feira 15 que a Fifa pode vetar o uso da bandeira monárquica do Irã em jogos da seleção iraniana na Copa. O jogo de estreia foi contra a Nova Zelândia no Estádio SoFi, nos arredores de Los Angeles, durante evento privado, para evitar tumultos.
A decisão manteve a regra da Fifa de proibir itens com conteúdo político nos estádios. A bandeira, símbolo de oposição ao regime islâmico, é usada por opositores do governo iraniano tanto no exterior quanto em protestos, e aparece como apoio à monarquia.
A ação foi apresentada pelo Institute for Voice of Liberty, uma organização sediada nos EUA ligada à oposição iraniana. O grupo argumentou que o veto poderia aumentar tensões entre torcedores, mas o juiz entendeu que a regulação do estádio é legítima em eventos da entidade.
Histórico do símbolo: a bandeira com leão e sol foi oficial no Irã durante o governo do xá, derrubado em 1979. Nas décadas seguintes, passou a ser associada a grupos opositores e a manifestações dentro e fora do país.
Entre na conversa da comunidade