- A autoridade antidiscriminação da Fifa pediu a remoção de um árbitro de vídeo (VAR) após ele parecer fazer o gesto de óculos invertidos, similar a um símbolo de supremacia branca.
- O incidente ocorreu durante a abertura da Copa do Mundo, entre Alemanha e Curaçao, em Houston; os oficiais de VAR trabalham em Dallas no centro de transmissão.
- O Fare network, parceiro da Fifa e da Uefa, classificou o gesto como “neonazista” e disse que o árbitro não deveria atuar mais no Mundial.
- A ADL havia designado o gesto como símbolo de ódio em 2019, destacando que o contexto ajuda a interpretar a negatividade do sinal.
- Evans é um dos trinta oficiais de VAR selecionados pela Fifa para a Copa, e não ficou claro se o gesto foi político ou uma brincadeira infantil.
O monitor de discriminação da Fifa pediu a exclusão de um árbitro assistente de vídeo (VAR) após ele ter feito um gesto com a mão semelhante a um símbolo de supremacia branca. A situação ocorreu durante a transmissão da estreia da Alemanha contra Curaçau, em Houston.
O árbitro de vídeo Shaun Evans, da Austrália, fez o gesto com a mão direita em frente à perna direita logo após a abertura do jogo. Os oficiais de VAR trabalham em Dallas, no centro de transmissão do Mundial, apesar da partida ter ocorrido nos EUA.
O gesto, em que o polegar e o indicador formam um círculo e os outros dedos ficam estendidos, já havia sido classificado como símbolo de ódio pela Anti-Defamation League, em 2019. A Fare Network e a Fifa discutiram o tema, classificando o gesto como associável a grupos de extrema direita.
Entre as informações, a Fare afirmou que o conselho de especialistas considerou o gesto como semelhante a um sinal de ódio usado por supremacia branca. A organização pediu que Evans não participe mais do Mundial, citando a possibilidade de contexto prejudicial.
A Fifa foi procurada para comentar o caso. A associação de árbitras da Austrália e a Football Australia também foram contatadas para esclarecimentos. Não houve confirmação imediata sobre as intenções de Evans durante o jogo.
Até o momento, não ficou claro se o gesto teve motivação política ou foi uma brincadeira infantil entre colegas. A Fare destacou que, em jogos subsequentes, houve mudanças na apresentação do painel de VAR aos telespectadores.
Reação institucional
A Fare observou que houve alterações na forma como o VAR é apresentado na transmissão após o incidente. A entidade reforçou a necessidade de cuidado com gestos que possam ser interpretados como mensagens extremistas em eventos globais.
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