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Proibição da bandeira pré-Revolução Islâmica em jogo do Irã é polêmica

Fifa pode proibir bandeira pré‑Revolução Islâmica durante a Copa, gerando reação de iranianos e tensões políticas em estádios nos EUA

Bandeira do Irã com o desenho antigo, anterior à Revolução Islâmica (Foto: Reprodução das redes sociais)
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  • O Irã estreia na Copa do Mundo FIFA 2026 contra a Nova Zelândia em Los Angeles, em meio a polêmicas políticas envolvendo símbolos do país.
  • A bandeira anterior à Revolução Islâmica, com o leão e o sol, é vista por críticos como símbolo político e pode ser proibida pela FIFA.
  • A FIFA informou que o código de conduta dos estádios proíbe materiais políticos ou discriminatórios em locais oficiais da competição.
  • A comunidade iraniana em Los Angeles é grande, e há divisão entre quem apoia a seleção e quem protesta contra o governo; protestos estão marcados para a porta do estádio.
  • Em Seattle, onde o Irã joga o segundo jogo, autoridades locais destacam proteção à expressão política e questionam a aplicação da proibição; há também ação judicial movida contra a FIFA.

O Irã enfrenta polêmica durante a Copa do Mundo FIFA 2026 após a confirmação de que a bandeira com o desenho pré-Revolução Islâmica pode ser proibida em estádios e eventos oficiais. O duelo de estreia é contra a Nova Zelândia e ocorre em Los Angeles, com questões políticas envolvendo a diáspora iraniana. A FIFA sustenta que o código de conduta dos estádios restringe materiais políticos.

A discussão ganhou contornos após a recusa de entrada de integrantes da comissão técnica do Irã nos Estados Unidos, o que levou a seleção a se concentrar no México antes de cruzar a fronteira para os jogos. Agora, o foco recai sobre a exibição da bandeira antiga, símbolo de oposição ao governo iraniano, utilizada por críticos do regime.

A bandeira antiga, com o leão e o sol, é amplamente vista entre iranianos na diáspora como identidade e protesto. Contudo, o governo iraniano considera a imagem uma afronta. A FIFA confirmou que, nos estádios e em zonas oficiais da competição, itens com mensagens políticas não são permitidos.

Em Los Angeles há uma grande comunidade iraniana, especialmente no bairro de Westwood, com estabelecimentos que exibem a bandeira antiga. A divisão entre os torcedores é discutida entre apoiar a seleção como símbolo nacional e protestar contra Teerã, com manifestações previstas na proximidade do estádio.

Seattle, onde o Irã disputa a segunda partida contra o Egito, também tende a enfrentar resistência à aplicação da proibição. A prefeitura local informou que a legislação protege a expressão política pacífica e discorda da interpretação discriminatória do Código de Conduta da FIFA. Autoridades já discutiram o tema com representantes da federação.

Organizações contrárias ao regime, como o Institute for Voices of Liberty, entraram com ação na Justiça dos EUA para contestar políticas da FIFA ligadas à liberdade de expressão. A expectativa é de que decisões jurídicas interfiram na aplicação das regras durante a Copa.

O treinador iraniano, Amir Ghalenoei, declarou que a equipe busca representar todos os iranianos, dentro e fora do país, mesmo diante dos protestos previstos entre a comunidade iraniano-americana. A posição reforça o tom de neutralidade institucional da equipe diante do debate político.

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