- Graham Arnold aceitou treinar o Iraque em 2025 e levou a equipe ao Mundial de 2026, primeira participação desde 1986.
- A jornada foi marcada por guerras próximas a Bagdá, calor extremo, viagens longas e uma repescagem decisiva no México.
- Na repescagem, o Iraque bateu Bolívia por 2 a 1 em Monterrey; o gol da vitória foi de Aymen Hussein e o atacante enfrentou contratempos com autoridades na ida aos EUA.
- Arnold viveu oito meses em Bagdá para entender a cultura e adaptou a comunicação da equipe, incluindo línguas e treinamentos sob condições difíceis.
- O Iraque integra um grupo com Noruega, França e Senegal; o treinador afirma que o time pode surpreender e que há motivação para mostrar ao mundo o que têm.
Graham Arnold aceitou treinar a seleção do Iraque em 2025, após a demissão do então treinador Jesús Casas. Em menos de um ano, conduziu a equipe à primeira participação em Copa do Mundo desde 1986, com a vaga conquistada em Monterrey, no México, após uma trajetória marcada por guerras, calor extremo e longas viagens.
A jornada começou em Bagdá e Omar, passou por Doha, Basra e um deslocamento de 9 mil milhas até Chicago, para a primeira Copa do Mundo do Iraque em décadas. A caminho houve atrasos por conflitos, quedas de energia e ataques aéreos que atrasaram o elenco, mas a equipe manteve o foco na classificação.
Desafios e trajetória
Arnold manteve a disciplina no vestiário, redefiniu a comunicação entre jogadores de diferentes nacionalidades e reduziu a influência das redes sociais, que ele via como fonte de negatividade. Além disso, organizou ajustes no idioma para melhorar o entrosamento entre atletas que falam árabe e ingles.
Em campo, o Iraque manteve desempenho consistente, venceram a Bolívia pela vaga final e garantiram a última vaga mundial, após uma série de jogos decisivos. O treinador descreve a equipe como obstinada e preparada para enfrentar adversários de alto peso na fase de grupos.
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