- A torcida do Irã protestou nesta segunda-feira, 15 de junho, em Minab, sul do país, contra o ataque dos Estados Unidos que deixou 168 mortos, na maioria crianças, exibindo a mensagem Mina168.
- A estreia do Irã na Copa do Mundo de 2026 contra a Nova Zelândia ocorreu no estádio de Los Angeles, onde serão realizadas as primeiras duas partidas da equipe.
- O protesto em campo aconteceu logo após o gol de Rezaeian; o gesto ocorreu mesmo com a proibição da Fifa de manifestações políticas durante o torneio.
- Na semana anterior, jogadores iranianos já tinham homenageado as vítimas usando broches com o número “#168” antes de viajarem ao México, de onde ficarão baseados durante a Copa.
- Antes do jogo, houve protestos do lado de fora do estádio contra o regime, e a FIFA confirmou a proibição da bandeira nos estádios, ainda que bandeiras pré-revolucionárias tenham aparecido em alguns momentos.
O que aconteceu: torcedores do Irã protestaram na estreia da seleção na Copa do Mundo 2026, em 15 de junho. Em Minab, no sul do país, representantes exibiram uma mensagem em memória das vítimas do ataque dos EUA que deixou 168 mortos, em especial crianças. Durante a partida contra a Nova Zelândia, realizada em Los Angeles, os torcedores repetiram o gesto com o rótulo Mina168, logo após um gol de Rezaeian. A atuação ocorreu em meio à proibição de protestos políticos no Mundial, conforme regras da Fifa.
O que envolveu: além da manifestação em Minab, as ações do grupo foram registradas no entorno do estádio de Los Angeles, onde se efetivou a estreia. A Fifa impede manifestações políticas nos estádios durante a competição, o que conflictou com o protesto visto em campo. Anteriormente, os jogadores iranianos já haviam feito uma homenagem ao ataque durante a preparação, usando broches dourados com o número 168 em Tijuana, México.
Quando e onde: a estreia ocorreu nesta segunda-feira (15/6), em Los Angeles, durante o duelo entre Irã e Nova Zelândia no Grupo G. O ataque citado aconteceu no primeiro dia de guerra, em uma escola para meninas. Investigação aponta que as informações dos EUA sobre a localização da base militar estavam desatualizadas.
Quem está envolvido: a torcida iraniana, a seleção do Irã e a Fifa, que estabeleceu regras de neutralidade em estádios. Também aparece a referência aos jogadores, capitaneados por Ehsan Hajisafi, que esteve presente em eventos anteriores com o mesmo tema, e que hoje participa da equipe baseada no México para a Copa.
Protestos fora do estádio
Centenas de torcedores iranianos se reuniram fora do estádio, carregando símbolos nacionais que remetem ao período pré-revolucionário, além de bandeiras associadas ao Irã antigo. A manifestação externa culminou em chamadas políticas contra o regime atual, ainda que a bandeira com o leão e o sol tenha surgido em alguns momentos no interior do estádio.
Regra e contexto do torneio
Horas antes da partida, a justiça de Los Angeles confirmou a proibição de exibir bandeiras associadas a símbolos políticos, conforme determinação da Fifa. Mesmo com a proibição, imagens com o símbolo pré-revolucionário do Irã apareceram em determinados momentos do encontro.
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