- Romeu Tuma Júnior reassume a presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians nesta segunda-feira, após dois meses licenciado.
- A volta ocorre em meio a decisões judiciais sobre a validade da reunião que discutiu seu afastamento e a reforma do estatuto.
- Tuma havia se licenciado em 13 de abril, após liminar suspender a assembleia geral para mudanças no estatuto do clube.
- Ele afirmou não responder a nenhum procedimento na Comissão de Ética e que não pretende assumir a presidência durante a viagem de Osmar Stabile, enfatizando serenidade institucional.
- O retorno foca na condução institucional, na reforma estatutária e na organização do processo eleitoral; a assembleia foi remarcada para 20 de junho, sob condução interina.
Romeu Tuma Júnior reassumiu nesta segunda-feira a presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians, após dois meses licenciado. A confirmação foi enviada aos conselheiros por meio de nota oficial do dirigente.
O retorno ocorre em meio a decisões judiciais sobre a validade da reunião que tratou do afastamento cautelar de Tuma e sobre a reforma estatutária. Em 13 de abril, ele havia se licenciado após liminar suspender a assembleia geral dos associados.
Tuma afirmou que retoma o cargo com foco na condução institucional do clube e na retomada de pautas prioritárias, como a reforma estatutária e o processo eleitoral. Ele disse não responder a nenhum procedimento na Comissão de Ética.
Decisões da Justiça
A volta ocorreu após decisões judiciais relacionadas à reunião de 23 de março que discutiu o afastamento de Tuma. Em 12 de junho, a juíza Luciana Carone Nucci Eugênio Mahuad apontou irregularidade na convocação, sugerindo vício formal.
No dia seguinte, a magistrada revogou a sentença, afirmando que não houve manifestação prévia da parte interessada e determinando defesa do clube em dez dias. A decisão ainda cabe análise adicional.
Posição de Tuma
Tuma disse que as decisões não alteram sua decisão de retornar. Ele afirmou respeitar a medida judicial, mas mantém que as conclusões da sentença continuam válidas e que a irregularidade na convocação já havia sido apontada por órgãos do clube.
Ele ressaltou que a irregularidade foi reconhecida pela Comissão de Justiça e pela Comissão de Ética, segundo sua leitura, e que a Justiça confirmou esse entendimento de forma parcial.
Entenda o caso
A crise institucional teve início em março, com reunião do Conselho Deliberativo para a reforma do estatuto, que terminou sem definição. Dias depois, conselheiros aprovaram afastamento cautelar de Tuma, cuja validade passou a ser questionada.
Mesmo afastado, Tuma manteve a convocação da assembleia para deliberar sobre a reforma estatutária, que inclui voto do Fiel Torcedor e a possibilidade de transformar o clube em SAF. A assembleia, inicialmente marcada para abril, foi suspensa e será realizada em 20 de junho com direção interina.
Nota de Tuma aos conselheiros
Tuma comunicou aos conselheiros que retorna com serenidade e responsabilidade institucional. Disse ter solicitado à Justiça a confirmação de eventuais denúncias na Ética, e afirmou não haver procedimento formal contra ele. Ele reforçou o compromisso com a normalidade eleitoral.
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