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Congo retorna à Copa após 52 anos e trauma de ditadura

República Democrática do Congo retorna à Copa do Mundo após cinquenta e dois anos; estreia contra Portugal às 14h, em contexto histórico ligado à ditadura do passado

Grupo de jogadores de futebol e equipe técnica posam juntos no gramado de estádio lotado, usando camisetas comemorativas azuis. Alguns seguram bandeiras e exibem sorrisos, com arquibancadas vermelhas e público ao fundo.
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  • A República Democrática do Congo retorna à Copa do Mundo após 52 anos e estreia contra Portugal, no dia 17 de junho, às 14h, pelo Grupo K.
  • A única participação anterior foi em 1974, quando o país disputava como Zaire e viveu sob regime ditatorial.
  • Em 1974, o confronto contra o Brasil terminou em derrota por 3 a 0, com o time sob pressão e ameaças de mobs.
  • O jogo ficou marcado pela gravidade do contexto político e pela pressão exercida sobre os jogadores na época.
  • A classificação para 2026 veio em 31 de março, em Guadalajara, com vitória por 1 a 0 sobre a Jamaica, garantindo a vaga na Copa.

A República Democrática do Congo volta à Copa do Mundo após 52 anos. A equipe estreia no Mundial de 2026 contra Portugal, nesta quarta-feira, às 14h, em jogo válido pelo Grupo K. A partida será transmitida pela CazéTV.

A classificação histórica ocorreu no dia 31 de março, em Guadalajara, com vitória por 1 a 0 sobre a Jamaica, na repescagem intercontinental. Pela primeira vez desde 1974, quando disputaram como Zaire, os congolenses voltam a participar da competição.

O histórico do Mundial de 1974 envolve desafios fora de campo. A participação do Zaire ficou marcada pela ditadura de Mobutu Sese Seko, com relatos de pressões e dificuldades financeiras que impactaram o desempenho.

O elenco de 1974 chegou a enfrentar o Brasil sob ameaça, em jogo que terminou 3 a 0 para o Brasil. Em um lance famoso, o zagueiro Mwepu Ilunga chutou a bola para longe da barreira, gerando reação mundial na época.

Entre as ruas de Kinshasa e a imprensa, a expectativa pela volta à Copa é acompanhada de atenção ao passado do futebol congolês, marcado por dificuldades institucionais e a desestabilidade política.

Agora, com uma história de superação, a RD Congo retorna ao torneio sem o regime de Mobutu e tenta escrever uma nova página em copas subsequentes, em busca de manter a presença na elite do futebol mundial.

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