Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Deslocados pela guerra em Gaza assistem à Copa das Ruínas

Deslocados em Gaza acompanham a Copa do Mundo em telões improvisados, em meio à destruição de estádios e à insegurança contínua

Palestinos assistem à partida do Grupo G da Copa do Mundo Fifa de 2026 entre Bélgica e Egito em um telão instalado no campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza, Palestina, em 15 de junho de 2026. A exibição reuniu moradores do campo para acompanhar o torneio sediado pelos EUA
0:00
Carregando...
0:00
  • Gazaenses deslocados, mais de 2 milhões de pessoas, acompanham a Copa do Mundo em abrigos e tendas improvisadas, com infraestrutura seriamente danificada desde o início da guerra.
  • Fadi Al-Arawi, ex-jogador da Premier League da Faixa de Gaza, não joga há mais de dois anos e tenta assistir aos jogos em um laptop com sinal instável, sob drones israelenses.
  • O Estádio Al-Yarmouk, principal complexo da região, virou cidade de tendas para famílias deslocadas, enquanto o esporte local sofre com derrubada de instalações e ataques.
  • Em Gaza, cafés como o Royal Cafe recorrem a energia alternativa para transmitir partidas noturnas, mesmo com risco de ataques ao redor.
  • A Federação Palestina de Futebol cita cerca de 1.000 atletas entre os 73.000 palestinos mortos desde 2023; Israel teria destruído aproximadamente 285 instalações esportivas. Apesar do cessar-fogo previsto para 2025, ataques continuam.

Palestinos deslocados pela guerra acompanham a Copa das Ruínas de Gaza em telões improvisados. Fadi Al-Arawi, ex-jogador da Premier League da Faixa de Gaza, não joga há mais de dois anos desde a suspensão do esporte profissional. Ele não tem mais casa para assistir à Copa pela televisão.

Antes da partida entre Qatar e Suíça, ele tentava conectar-se a um laptop com sinal instável, acompanhado de amigos em uma sala de escola transformada em abrigo. Drones israelenses sobrevoavam Khan Younis, onde muitos vivem em condições precárias desde o início do conflito.

A maioria da infraestrutura foi gravemente danificada durante o ataque militar que já dura dois anos. Apesar do cessar-fogo previsto para 2025, ataques continuam em Gaza, e o Hamas não depôs as armas.

Infraestrutura e transmissão

Alaa Babli, proprietário do Royal Cafe na Cidade de Gaza, instalou duas linhas de energia alternativas e uma bateria reserva para manter as transmissões noturnas após a meia-noite. Generadores e combustível costumam ser desligados nesse horário.

Hani Abu Rizq, presente no café, afirmou que a população vive sob constante sensação de insegurança, mesmo durante eventos públicos. Mesmo assim, afirmou, o interesse pelo Mundial persiste entre os moradores de Gaza.

O esporte no território sofreu grandes perdas: a Federação Palestina de Futebol aponta 1.000 atletas entre as vítimas em anos de conflito, somando profissionais, amadores, árbitros e técnicos. Ao todo, quase 285 instalações esportivas foram destruídas ou danificadas.

Contexto humano

O Estádio Al-Yarmouk, que já recebeu partidas com milhares de espectadores, hoje funciona como acampamento de famílias deslocadas. Observadores veem o estádio convertido em espaço de abrigo sob condições de insegurança e limitações de serviços básicos.

Mustafa Siam, da Associação Palestina de Futebol, ressaltou que o esporte tem sido atingido de modo significativo desde o início do conflito. Al-Arawi e outros atletas permanecem sem opções estáveis de treinamento ou competição, afetando o cotidiano de milhares de pessoas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais