- Gazaenses deslocados, mais de 2 milhões de pessoas, acompanham a Copa do Mundo em abrigos e tendas improvisadas, com infraestrutura seriamente danificada desde o início da guerra.
- Fadi Al-Arawi, ex-jogador da Premier League da Faixa de Gaza, não joga há mais de dois anos e tenta assistir aos jogos em um laptop com sinal instável, sob drones israelenses.
- O Estádio Al-Yarmouk, principal complexo da região, virou cidade de tendas para famílias deslocadas, enquanto o esporte local sofre com derrubada de instalações e ataques.
- Em Gaza, cafés como o Royal Cafe recorrem a energia alternativa para transmitir partidas noturnas, mesmo com risco de ataques ao redor.
- A Federação Palestina de Futebol cita cerca de 1.000 atletas entre os 73.000 palestinos mortos desde 2023; Israel teria destruído aproximadamente 285 instalações esportivas. Apesar do cessar-fogo previsto para 2025, ataques continuam.
Palestinos deslocados pela guerra acompanham a Copa das Ruínas de Gaza em telões improvisados. Fadi Al-Arawi, ex-jogador da Premier League da Faixa de Gaza, não joga há mais de dois anos desde a suspensão do esporte profissional. Ele não tem mais casa para assistir à Copa pela televisão.
Antes da partida entre Qatar e Suíça, ele tentava conectar-se a um laptop com sinal instável, acompanhado de amigos em uma sala de escola transformada em abrigo. Drones israelenses sobrevoavam Khan Younis, onde muitos vivem em condições precárias desde o início do conflito.
A maioria da infraestrutura foi gravemente danificada durante o ataque militar que já dura dois anos. Apesar do cessar-fogo previsto para 2025, ataques continuam em Gaza, e o Hamas não depôs as armas.
Infraestrutura e transmissão
Alaa Babli, proprietário do Royal Cafe na Cidade de Gaza, instalou duas linhas de energia alternativas e uma bateria reserva para manter as transmissões noturnas após a meia-noite. Generadores e combustível costumam ser desligados nesse horário.
Hani Abu Rizq, presente no café, afirmou que a população vive sob constante sensação de insegurança, mesmo durante eventos públicos. Mesmo assim, afirmou, o interesse pelo Mundial persiste entre os moradores de Gaza.
O esporte no território sofreu grandes perdas: a Federação Palestina de Futebol aponta 1.000 atletas entre as vítimas em anos de conflito, somando profissionais, amadores, árbitros e técnicos. Ao todo, quase 285 instalações esportivas foram destruídas ou danificadas.
Contexto humano
O Estádio Al-Yarmouk, que já recebeu partidas com milhares de espectadores, hoje funciona como acampamento de famílias deslocadas. Observadores veem o estádio convertido em espaço de abrigo sob condições de insegurança e limitações de serviços básicos.
Mustafa Siam, da Associação Palestina de Futebol, ressaltou que o esporte tem sido atingido de modo significativo desde o início do conflito. Al-Arawi e outros atletas permanecem sem opções estáveis de treinamento ou competição, afetando o cotidiano de milhares de pessoas.
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