- Neymar sofreu estiramento na panturrilha direita e não treinou; a seleção não enfrentará o Haiti nesta sexta-feira, em Filadélfia, mantendo Neymar afastado dos treinamentos.
- Douglas Santos afirmou diretamente: “Estamos orando por ele”, sem espaço para interpretação, enquanto jornalistas no hotel The Ridge acompanhavam.
- Edu, ex-jogador, criticou a dependência da equipe em Neymar e lembrou episódios de 1966, ressaltando que o Brasil não pode depender de um único jogador.
- O técnico Carlo Ancelotti liberou a visita de familiares à concentração, mantendo Neymar afastado para a recuperação.
- O Brasil está sob a sombra de Neymar, visto como líder técnico, mas a maioria dos jogadores precisa assumir personalidade própria para não ficarem dependentes do craque.
A reportagem chega direto de New Jersey, nos Estados Unidos, sobre a situação da seleção brasileira. Neymar sofreu um estiramento na panturrilha direita e está afastado dos treinos com o grupo. A equipe atua nesta fase em preparação para jogos visando a Copa, com foco na recuperação do jogador.
Douglas Santos, lateral-esquerdo do Zenit, falou de forma objetiva sobre o momento vivido pela equipe. Ele ressaltou que a brasileira está acompanhando o caso com atenção e que há apoio emocional para Neymar durante o período de recuperação. O grupo mantém a fé como parte do processo de tratamento.
Além disso, o clube técnico informou que Neymar não treinou nesta quinta-feira. O treinador Carlo Ancelotti autorizou a visita de familiares à concentração, numa prática que visa manter o ambiente estável. A próxima partida diante do Haiti, marcada para sexta, não contará com a presença do camisa 10.
Dependência sob o radar
Edu, ex-jogador e hoje comentarista, destacou que a seleção atravessa um momento de grande dependência de Neymar. Segundo ele, a equipe não pode colocar todo o peso no atleta, lembrando episódios históricos em que Pelé brilhou com apoio de companheiros, sem que a pressão recaísse apenas nele.
O comentarista relembrou o período da Copa de 1966, quando a seleção enfrentou dificuldades e precisou lutar mesmo sem o pleno condicionamento de Pelé. Para Edu, o time precisa ter personalidade e responsabilidade individual, sem transferir a cobrança toda para Neymar.
Ao longo das suas falas, Edu reforçou a ideia de que a responsabilidade por momentos decisivos deve ser compartilhada, evitando que a carreira do jogador seja tratada como único caminho para o sucesso da equipe. Ele manteve o tom crítico a respeito da percepção pública atual sobre o papel de Neymar.
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