- A seleção masculina da Índia nunca passou da fase de grupos nas qualificatórias da zona asiática para a Copa do Mundo, mantendo-se sem vaga no torneio.
- No Mundial de 2026, a Índia não compete, mas há cobertura de jornalistas Indianos no evento; a Federação Internacional de Futebol enviou equipe de direitos de transmissão para fechar negócio de transmissão ao vivo.
- O ex-capitão Baichung Bhutia diz que a vaga é possível, desde que haja esforço sério e um ecossistema de base sólido, embora não haja atalhos.
- Críticas à AIFF aumentam após atrasos da Indian Super League e prejuízos de patrocínio; o projeto Vision 2047 é questionado e o time já teve oscilação de posição no ranking após 2023.
- Existe discussão sobre permitir que jogadores de origem indianas com passaporte estrangeiro atuem pela Índia; atualmente é necessário renunciar à cidadania estrangeira para jogar pela seleção.
O futebol indiano não conseguiu se qualificar para a Copa do Mundo de 2026, apesar da cobertura intensa e da popularidade do esporte no país. O tema volta a pautar torcedores, dirigentes e imprensa, mesmo com a Índia longe das disputas da FIFA.
O time nacional, apelidado de Blue Tigers, nunca passou da fase de grupos nas eliminatórias da região asiática. Enquanto isso, estados como Bengala Ocidental, Kerala e Goa celebram o Mundial, com jornalistas locais cobrindo o torneio ao vivo.
Apesar da ausência de participação, a FIFA enviou uma equipe de direitos de transmissão à Índia para assegurar acordo de transmissão em tempo real, reconhecendo o potencial de um grande público no país.
Baichung Bhutia, ex-capitão da seleção, afirma que a presença no Mundial não é impossível, mas exige trabalho intenso. Para ele, o principal entrave é a falta de ecossistema e de um programa de base sólido de longo prazo.
O ex-jogador ressalta que há talento no país, mas a preparação não acompanha. A preocupação envolve a escolha entre futebol e críquete, com cobranças para que haja maior investimento em formação desde as categorias de base.
A Índia ocupa hoje a 136ª posição no ranking da FIFA, com Uzbekistan e Jordânia à frente entre as equipes asiáticas. A distância para as várias outras seleções evidencia o tamanho do desafio.
Kalyan Chaubey, presidente da AIFF, pediu realismo e prometeu avanços na gestão do futebol. O objetivo declarado não é prometer o Mundial em oito anos, mas fortalecer o futebol nacional a partir das bases.
Nos últimos anos, a liga doméstica ISL enfrentou atrasos e perdas de parceiros comerciais, o que impactou jogadores e o planejamento. A federação busca agora reajustar a estrutura rumo a metas mais sustentáveis.
Enquanto isso, a discussão sobre mudanças de elegibilidade permanece no radar. A AIFF avalia permitir que estrangeiros de origem indiana com visto OCI joguem pela Índia, o que pode ampliar o talento disponível.
No cenário internacional, quatro atletas de origem indiana atuam por seleções externas neste Mundial. Caso haja mudança de regras, esse contingente poderá colaborar com o crescimento do futebol nacional a longo prazo.
Para os torcedores, a curiosidade persiste: se Curaçao, país pequeno, consegue chegar à Copa, por que a Índia não consegue? A pergunta acompanha o retrato de um futebol com grande potencial ainda não plenamente explorado.
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