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Infantino visita vestiário do Irã após estreia; técnico reclama injustiça

Infantino visita vestiário do Irã após empate com a Nova Zelândia e ouve desabafo sobre injustiças na preparação e nas restrições impostas

Gianni Infantino esteve no vestiário do Irã na última segunda. Foto: Frederic J. Brown/AFP
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  • Gianni Infantino visitou o vestiário do Irã em Los Angeles após o empate de 2 a 2 com a Nova Zelândia, pela primeira rodada da Copa do Mundo.
  • O técnico Amir Ghalenoei desabafou, dizendo que a equipe foi prejudicada por circunstâncias e pode ter ocorrido uma injustiça contra o Irã.
  • Ele citou problemas de preparação, incluindo a diferença de fuso horário de dez horas, que exigiria chegada com duas semanas de antecedência.
  • A delegação iraniana só teve autorização para entrar nos Estados Unidos na véspera dos jogos e precisou deixar o país logo após as partidas; na viagem de retorno, o capitão e um integrante da comissão técnica ficaram retidos no aeroporto.
  • Infantino tentou acalmar a irritação, elogiou a atuação iraniana e destacou que o time ainda terá mais dois jogos pela frente.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, visitou o vestiário da seleção do Irã na noite desta segunda-feira, em Los Angeles, logo após o empate de 2 a 2 com a Nova Zelândia pela estreia na Copa do Mundo. A ideia foi prestar solidariedade aos atletas diante das dificuldades vividas durante a preparação para o Mundial.

O encontro ocorreu após o jogo disputado na cidade-sede, que abriu a participação de ambas as equipes no torneio. A visita de Infantino teve o objetivo de oferecer apoio institucional aos iranianos, que enfrentaram entraves logísticos e restrições políticas durante a temporada de preparação.

Contexto da viagem e desabafo do treinador

Durante a conversa, o treinador Amir Ghalenoei desabafou sobre o período de preparação, citando o fuso horário de 10 horas e a dificuldade de adaptação. Segundo ele, o Irã deveria ter chegado ao menos duas semanas antes, mas só teve autorização para chegar dois dias antes da estreia.

A delegação, concentrada em Tijuana, no México, só teve autorização para entrar nos Estados Unidos na véspera dos jogos, com a necessidade de deixar o país logo após as partidas. Na viagem de retorno, houve retenção de membros da comissão técnica no aeroporto, agravando o clima de insatisfação.

Infantino, ao menos para evitar agravamento do atrito, adotou um tom conciliador e incentivador. O dirigente ressaltou, de forma geral, que a seleção iraniana mostrou desempenho competitivo na Copa e que ainda tem duas partidas pela frente.

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