- A Argentina busca sagrar-se campeã da Copa do Mundo pela segunda vez consecutiva desde o Brasil em 1962, com Messi como capitão em 2026.
- Messi, com 38 anos, disputa pela sexta vez o Mundial, podendo igualar marcas de Cristiano Ronaldo e Guillermo Ochoa.
- A matéria acompanha a evolução de Messi desde a estreia no Barcelona em 2003, passando por mudanças táticas e posições até atuar pelo Inter Miami e pela seleção.
- Guardiola deslocou Messi da ponta para o centro em 2008, dando início à era do falso nove e à construção de jogo em volta dele.
- Ao longo da carreira, Messi tornou-se capitão em 2011, conduziu a Argentina à Copa América 2021 e à Copa do Mundo de 2022, sendo visto hoje como um jogador que lê o jogo e se adapta.
A Argentina busca repetir a conquista de 2022 para tornar-se campeã da Copa do Mundo pela segunda vez consecutiva, algo que não acontece desde o Brasil em 1962. O capitão Lionel Messi é apontado como o principal alvo de atenção caso o time alcance esse feito no torneio de 2026.
Messi, aos 38 anos, disputa a sexta Copa do Mundo pela Argentina. A trajetória dele acompanha transformações táticas do futebol, que o levaram a diferentes funções e estilos ao longo de duas décadas, sempre mantendo o papel central no jogo da equipe.
A carreira dele começou no Barcelona, em 2003, movendo-se de ponta para o centro e, mais tarde, para o papel de criador. Em 2008-2009, sob o comando de Guardiola, a prioridade tática mudou para aproveitar o talento de Messi no centro, afastando-o da ponta pela primeira vez.
A metamorfose tática de Messi
Em 2009, a decisão de colocar Messi como falso nove, com Eto’o abrindo pela direita e Henry pela esquerda, tornou-se um marco. O objetivo era explorar o espaço entre defesas adversárias, com Messi caindo entre as linhas para finalizar jogadas.
O esquema mostrou-se eficaz. Messi consolidou-se como motor da equipe, com Xavi, Iniesta e Yaya Touré ao seu redor, gerando jogadas que definiam gols e assistências importantes. A mudança foi repetida em momentos decisivos, como a final da Liga dos Campeões de 2009, vencida pelo Barcelona.
Entre 2011 e 2013, Messi já consolidado como referência, marcou muitos gols pelo campeonato espanhol e acumulou a Bola de Ouro, somando prêmios ao longo da carreira. A percepção pública passou a associar o jogador à capacidade de redefinir seu papel conforme a necessidade da equipe.
A transição e o peso da camisa
A saída de Xavi e Iniesta do Barcelona exigiu nova liderança de Messi. Passou a atuar como organizador e gancho, caindo com profundidade para abrir espaço aos companheiros. Esse movimento elevou as assistências, sem abandonar a capacidade de marcar gols.
Na temporada 2019-20, por exemplo, registrou 25 gols e 22 assistências na Liga Espanhola. Em 2020-21, no Barça, marcou 30 gols. Na adaptação ao Paris Saint-Germain, pela primeira vez houve mais assistências que gols na temporada, sinal de mudança de função.
A fase de capitão e o legado
Messi tornou-se capitão da Argentina em 2011, vivendo períodos de derrota e tensão, como a final da Copa do Mundo de 2014 e as finais da Copa América de 2015 e 2016. A virada ocorreu na Copa América 2021, com a vitória sobre o Brasil no Maracanã, encerrando um jejum de títulos importantes.
Na Copa do Mundo de 2022, Messi disputou o papel de protagonista em momentos decisivos, ajudando a avançar a equipe até a final e convertendo pênaltis na conquista do título. Hoje, é visto como a síntese de toda a evolução tática que percorreu ao longo da carreira.
O que esperar do próximo ciclo
O futebol atual é descrito por Messi como mais tático e físico. O jogador afirma ter atravessado três eras do jogo e sair vitorioso de todas elas. O foco permanece em manter a performance sem perder a leitura do jogo, preparando-se para enfrentar novos desafios no cenário mundial.
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