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Sanon, o haitiano conhecido como ‘Pelé’, enfrentou ídolo italiano

Sanon, o 'Pelé haitiano', quebrou a invencibilidade de Zoff ao marcar contra a Itália em 1974, abrindo as portas do futebol haitiano ao cenário mundial

Atacante marcou os únicos gols do país na história das Copas do Mundo - (crédito: Divulgação/Fifa)
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  • O Haiti tem dois gols na Copa do Mundo, ambos marcados por Wilfried Louis Emmanuel Sanon, chamado de Manno Sanon, em 1974.
  • Sanon era a referência do elenco haitiano: rápido, oportunista e decisivo, carregando as esperanças nacionais no torneio.
  • Na estreia contra a Itália, Sanon abriu o placar ao aproveitar uma assistência de Philippe Vorbe e superar Dino Zoff.
  • A Itália venceu por três a um, mas a arrancada de Sanon ficou marcada, quebrando a sequência de 1.142 minutos sem levar gols de Zoff.
  • Após a Copa, Sanon destacou-se no Beerschot (Bélgica), foi reconhecido como herói mundial e Athleta Haitiano do Século; faleceu em dois mil e oito, aos cinquenta e seis anos.

Sanon, o “Pelé” haitiano, ficou marcado por uma arrancada histórica do Haiti na Copa de 1974. O atacante Wilfried Louis Emmanuel Sanon, conhecido como Manno, foi a referência do elenco que surpreendeu a Concacaf ao disputar pela primeira vez o Mundial na Alemanha.

Na estreia, o Haiti enfrentou a Itália de Dino Zoff. O jogo terminou em 3 x 1 para os italianos, mas Sanon abriu o placar ao aproveitar cobrança de velocidade de Philippe Vorbe e vencer o goleiro adversário. A marca interrompeu a sequência de 1.142 minutos sem sofrer gols de Zoff.

A atuação ganhou ainda mais projeção quando o time caribenho terminou a participação com outro gol de Sanon, na derrota por 4 x 1 para a Argentina, após ter sido goleado por 7 x 0 pela Polônia. Assim, o Haiti encerrou sua primeira Copa com dois gols marcados pelo mesmo jogador.

A repercussão daquele Mundial abriu portas para o atacante atuar na Europa. Sanon foi para o Beerschot, da Bélgica, onde se tornou ídolo e conquistou a Copa da Bélgica. Pelo Haiti, somou 37 gols em 65 partidas, consolidando-se como a principal referência do futebol nacional.

Reconhecimentos oficiais vieram ao longo dos anos. Em 1994, a France Football incluiu o nome dele entre os 100 Heróis dos Mundiais, e, em 1999, recebeu o título de Atleta Haitiano do Século. Mesmo com apenas três partidas em Copas, sua importância perdura no país.

Manno Sanon morreu em 2008, aos 56 anos, vítima de câncer no pâncreas. Ainda hoje, a memória de sua arrancada contra a Itália aparece sempre que a seleção haitiana enfrenta adversários de maior expressão.

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