- A FIFA usa escaneamento tridimensional e IA para criar avatares 3D de jogadores na Copa do Mundo de 2026, envolvendo 1 mil 248 atletas de 48 seleções.
- Cada atleta passa por uma cabine e fica em pose padronizada; em seis segundos, várias câmeras capturam o formato do corpo, rosto e cabelo.
- Existem dois caminhos para a criação: geometria computacional tradicional ou IA que aprende relações espaciais a partir de dados visuais.
- Os avatares são gerados a partir do escaneamento, com reconstrução 3D e aplicação de texturas, com tecnologia de IA generativa, sob coordenação da FIFA e da Lenovo.
- O uso inclui auxílio à arbitragem no impedimento semiautomatizado e fornecer novos ângulos de transmissão, sem substituir o juiz, apenas apoiando a análise do lance.
A FIFA usa escaneamento 3D e IA para criar avatares dos jogadores na Copa do Mundo de 2026. O objetivo é registrar, em tempo real, 1.248 atletas de 48 seleções com alta precisão de movimento e formato corporal.
A Lenovo é a responsável pela tarefa, em parceria com a FIFA. O pesquisador Gabriel Bertocco, da Unicamp, explica as bases da tecnologia, que combina captura 3D, visão computacional e IA generativa para gerar representações digitais.
Antes das partidas, atletas passam por cabines de escaneamento em pose padronizada. Em seis segundos, câmeras ao redor capturam o corpo, rosto e cabelo, servindo de base para os avatares que serão usados durante os jogos.
Como funciona na prática
Para a criação, há dois caminhos: geometria computacional tradicional ou modelos de IA que aprendem com dados visuais. A FIFA não divulga detalhes técnicos do processo, mas descreve a modelagem a partir do escaneamento e da aplicação de texturas digitais.
Durante o jogo, o sistema detecta atletas em campo por várias câmeras e faz o pareamento entre imagens de diferentes viewpoints. A partir daí, o avatar 3D reproduz movimentos e posições em tempo real.
Aplicações e perspectivas
Os avatares integram a tecnologia de impedimento semiautomático, auxiliando árbitros na identificação de posições irregulares. A renderização também oferece novos ângulos de visão para transmissões e análises de jogadas.
Segundo Bertocco, a tecnologia pode ser aplicada em outros esportes com movimentos corporais intensos, como judô e jiu-jítsu, além de áreas como saúde e entretenimento. Observa-se, assim, maior potencial de análise e representação do corpo humano.
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