- Na Copa de 1982, a tensão política entre Argentina e Grã-Bretanha pela Guerra das Malvinas cercou o Torneio, com receio de cancelamentos de contatos esportivos.
- Em 1969, Honduras e El Salvador disputaram eliminatórias para a Copa de 1970; a tensão levou a uma terceira partida em local neutro e, pouco depois, a guerra entre os países durou mais de quatro dias.
- Em 1998, EUA e Irã se enfrentaram na Copa, com protestos ao redor do jogo em Lyon, mas a partida ocorreu em clima cordial entre as seleções; o Irã venceu por 2 a 1.
- As Copas de 1942 e 1946 não aconteceram por causa da Segunda Guerra Mundial.
- Em 1986, a Argentina venceu a Inglaterra nas quartas de final da Copa, em um duelo simbólico após o atrito histórico com as Malvinas.
A relação entre guerras e Copas do Mundo não é nova. Em várias edições, conflitos impactaram torcidas, elencos e partidas. A pergunta sobre como países em conflito poderiam disputar o futebol ganhou contornos históricos e provocou debates sobre neutralidade esportiva.
O tema ganhou força ao longo dos anos, com exemplos que vão desde guerras regionais até disputas entre potências. Dados históricos mostram que torneios chegaram a ser afetados por tensões diplomáticas, atrasos de vistos e mudanças de sede.
A Copa de 1982, no entanto, ocorreu em meio a uma crise regional entre Argentina e Reino Unido, ligada às Ilhas Malvinas. Mesmo com a intensidade do conflito, o torneio seguiu, marcando o retorno de uma rivalidade que atravessou o esporte.
A Guerra do Futebol (1969)
Honduras e El Salvador disputaram eliminatórias para a Copa de 1970 em clima de forte animosidade. A decisão foi transferida para o México, local neutro. El Salvador venceu por 3 a 2 e avançou à Copa.
Poucos dias depois, diplomacias rompidas levaram os dois países à guerra, que durou pouco mais de quatro dias e resultou em mais de mil mortos, majoritariamente civis. Pesou sobre a disputa a narrativa de que o futebol foi apenas um gatilho de uma crise maior.
A Guerra das Malvinas (1982)
Pouco antes da Copa de 1982, a guerra entre Grã-Bretanha e Argentina pelas Ilhas Malvinas elevou tensões regionais. O clima de hostilidade levou a questionamentos sobre a participação argentina no torneio.
Na abertura, torcedores argentinos exibiram mensagens sobre as Malvinas. Mesmo assim, a competição começou com equipes do Reino Unido e da Argentina presentes. A pausa diplomática avançou quando a rendição britânica ocorreu em 14 de junho.
Confronto EUA–Irã (1998)
Na Copa de 1998, EUA e Irã ficaram no mesmo grupo, num contexto de ruptura diplomática entre as nações. Em Lyon, protestos marcaram o ambiente, enquanto, no campo, os atletas de ambos os países cumprimentaram-se antes da partida.
O Irã venceu aquele jogo por 2 a 1, em meio a celebrações no país e reconhecimento internacional de sinais de pacificação entre as delegações. A vitória iraniana foi apresentada pela imprensa como vitória simbólica, em meio a tensões políticas contínuas.
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