- No campo de refugiados de Nuseirat, na Faixa de Gaza, multidão se reuniu diante de telões para acompanhar a estreia do Egito na Copa.
- A UNRWA estima que Gaza abriga entre 1,6 e 1,7 milhão de refugiados palestinos registrados.
- Em campo, Emam Ashour abriu o placar para o Egito na primeira etapa; aos 66 minutos, um gol contra de Mohamed Hany empatou a partida com a Bélgica.
- O grupo G da Copa envolve Egito, Bélgica, Irã e Nova Zelândia.
- Desde 7 de outubro de 2023, o conflito entre Israel e Hamas deixou dezenas de milhares de mortos e danificações na infraestrutura de Gaza, segundo o Ministério da Saúde local.
Em campo de refugiados em Gaza, palestinos acompanharam a estreia do Egito na Copa do Mundo. Telões improvisados e televisões em casas e ruas reuniram torcedores, que buscaram no futebol um refúgio diante dos escombros da guerra. A UNRWA estima que entre 1,6 milhão e 1,7 milhão de refugiados palestinos vivem na Faixa de Gaza.
Na partida exibida ao vivo, usuários dos campos de Nuseirat acompanharam a estreia egípcia na Copa. Em vídeos nas redes sociais, há bandeiras do Egito, homenagens a Mohamed Salah e uma multidão em Gaza assistindo ao torneio com entusiasmo, mesmo em meio à violência local.
A cobertura da Copa coincidiu com a transmissão em Seattle, onde o empate entre Egito e Bélgica, pela segunda-feira (15/6), marcava o dia de atuação de torcedores locais. A imprensa internacional descreve o contraste entre a festa no estádio Lumen Field e a realidade na região.
Em Gaza, o lance decisivo ocorreu ainda no primeiro tempo, quando Emam Ashour abriu o placar para o Egito. A celebração ganhou contornos de solidariedade entre quem vive sob as ruínas da guerra. O saldo mudou aos 66 minutos, com um gol contra de Mohamed Hany que deixou a partida empatada.
No grupo G da Copa, o Egito, a Bélgica, além de Irã e Nova Zelândia, disputam posições. O futebol, nesses momentos, aparece como ferramenta de distensão para parte da população, que convive com graves danos na infraestrutura causada pelo conflito.
A Faixa de Gaza está sob tensão contínua desde o início do conflito entre Israel e Hamas, em 7 de outubro de 2023. O Ministério da Saúde de Gaza aponta mais de 73 mil mortos, resultado da escalada de bombardeios que impacta a vida cotidiana, serviços públicos e a mobilidade da população.
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