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Para atletas iranianos, esportes não separam da política

À véspera do Mundial de 2026, atletas iranianos veem esporte e política entrelaçados, com defecções, asilos e impacto no orgulho nacional

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  • A Copa do Mundo de 2026 chega com tensões entre identidade e Estado na Iran, com a seleção empatando 2 a 2 com a Nova Zelândia na estreia e enfrentando Bélgica e Egito, cruzando entre México e EUA.
  • Atletas como Hadi Tiranvalipour deixaram o país após defender direitos dos iranianos; buscou asilo na Itália e competiu pela Equipe Olímpica de Refugiados em Paris 2024.
  • O esporte no Irã sempre esteve ligado à política, com mudanças desde a Revolução de 1979, que levou ao controle estatal, proíbe mulheres de assistir esportes masculinos e tirou apoio a equipes femininas.
  • Casos de protagonismo e defeção de atletas ao longo das décadas são frequentes, como Alizadeh, Mehdipournejad e outros que buscaram oportunidades no exterior.
  • Sanções, guerra e infraestrutura esportiva abalada ampliam o “drenamento muscular” do esporte iraniano: dezenas de instalações esportivas foram bombardeadas e há relatos de queda de apoio interno e embaixada internacional.

O Mundial de 2026 chega com o contexto político interferindo no esporte no Irã. A estreia Irã x Nova Zelândia terminou 2 a 2, em jogo disputado no México, com a equipe viajando entre países para as próximas partidas. O cenário combina esportes, identidades nacionais e tensões políticas.

Acompanhando a equipe, atletas como Hadi Tiranvalipour expressaram críticas ao deslocamento entre México e EUA antes das partidas. Ele deixou o Irã em 2022 e hoje compete pela equipe de refugiados, após uma carreira que incluiu liderança na equipe nacional iraniana.

Tiranvalipour relata que, antes, o regime fechou portas para ele após manifestações públicas sobre direitos das mulheres e da população. Mesmo assim, o atleta continuou a perseguir seus objetivos esportivos, hoje representando a equipe de refugiados com apoio da Itália.

O tema do esporte no Irã sempre esteve ligado à política, com momentos de orgulho e de ruptura. Em 1998, jogadores iranianos ofereceram rosas brancas aos adversários dos EUA, mas há casos de atletas que emigraram para buscar espaço internacional.

Casos de destaque ajudam a entender o fenômeno: a taekwondista Kimia Alizadeh deixou o país em 2020; a atleta de esgrima e outros atletas também buscaram asilo. Estudos indicam dezenas de atletas de alto nível que migraram entre 1979 e 2024.

Figuras como Katayoun Khosrowyar ajudaram a abrir espaço para o futebol feminino no Irã, atuando como jogadora e depois como técnica. Ela descreve as lutas para manter o esporte feminino vivo diante de resistência institucional e de tensões entre países.

A prática esportiva no Irã se conecta a movimentos sociais, como a onda de protestos de 2022. Em 2022, a participação de atletas em defesa de direitos elevou a visibilidade das pautas femininas, com impactos na modalidade e no reconhecimento internacional.

Especialistas apontam que o chamado “muscle drain” envolve fatores políticos, econômicos e culturais. Sanções, conflitos e dificuldades de infraestrutura esportiva aparecem como entraves ao desenvolvimento local, agravados pelo atual cenário de guerra.

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