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RD Congo joga fora de casa na Copa após vistos negados e crise com Ebola

Vistos negados e crise de ebola reduzem torcida da RD Congo na Copa; estreia em Houston ocorre com apoio limitado da diáspora

Protocolo sanitário e regras mais rígidas para viajantes dificultam e até impedem torcedores democrático-congoleses de viajar aos EUA
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  • A República Democrática do Congo supera 800 casos confirmados de ebola e quase 200 mortes, com a seleção voltando à Copa do Mundo após 52 anos e enfrentando dificuldades para a estreia contra Portugal em Houston.
  • Visto e sanidade: autoridades dos Estados Unidos passaram a negar vistos a viajantes do país, reduzindo significativamente a presença de torcedores congoleses na Copa.
  • A delegação deverá contar quase apenas com torcedores que já vivem nos EUA, dificultando a ida da torcida da RD Congo ao Brasil para acompanhar o jogo.
  • A seleção ficou isolada por 21 dias, cumpriu parte da preparação na Bélgica e treina em Houston, no CT do Houston Dynamo, antes da estreia.
  • O técnico Sébastien Desabre reconheceu a decepção com a impossibilidade de presença de muitos torcedores, mas afirmou confiança na diáspora e nas torcidas que saíram da RD Congo.

A República Democrática do Congo enfrenta um surto de ebola que já supera 800 casos confirmados, com quase 200 mortes. A epidemia impacta a preparação da seleção congolesa para a Copa do Mundo, que retorna ao torneio após 52 anos, em Houston, contra Portugal.

Os impactos não são apenas sanitários. A passagem de viajantes com origem na RD Congo passou a enfrentar restrições de visto para os EUA. Com isso, a torcida para o jogo de estreia tende a ficar restrita a quem já vive no país.

A delegação congolesa precisou cumprir isolamento de 21 dias imposto por autoridades americanas. Além disso, os viajantes tiveram orientação de redirecionar voos através de quatro aeroportos internacionais.

Contexto da crise e reação

A saída para a América do Norte ocorreu após a epidemia ser declarada com alerta internacional pela OMS. A Cruz Vermelha destaca que o pico ainda não chegou, estimando possibilidade de duração de até um ano.

A equipe optou por treinar na Bélgica antes de chegar a Houston. Na cidade texana, a seleção utiliza o CT do Houston Dynamo, onde recebe as melhores condições de infraestrutura.

O técnico Sébastien Desabre ressaltou o apoio da comunidade congolesa na diáspora. A estimativa é de cerca de 25 mil integrantes em Houston e Dallas, que devem acompanhar a estreia.

Preparação e perspectivas

O zagueiro Samuel Moutoussamy, que atua na Grécia, afirmou que a preparação foi adequada e não sofreu impactos da logística. A delegação busca manter o foco no campo apesar das dificuldades externas.

Conforme o avanço da epidemia, as autoridades de saúde reforçam a necessidade de monitoramento de viajantes e de cooperação entre países para evitar a propagação do vírus.

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