- Zagueiro Alidu Seidu, de Gana, relembra infância violenta em Kumasi e o golpe de facão que quase tirou sua cabeça.
- Iniciou no futebol na Costa do Marfim, despontou no Clermont Foot e foi contratado pelo Rennes há duas temporadas; sofreu lesão ligamentar no joelho esquerdo em 2024.
- O jogador afirma que o futebol salvou sua vida e que quer servir de exemplo para jovens.
- Esta é a segunda Copa do Mundo de Seidu, que estreou em 2022 no Catar e enfrentou Portugal na fase de grupos; a estreia de 2026 é contra o Panamá, às 20h (horário de Brasília).
- Gana compõe o Grupo L, ao lado de Inglaterra e Croácia.
Alidu Seidu, zagueiro da seleção de Gana, relembrou a infância difícil e um golpe de facão que quase tirou a sua vida ainda jovem. Em entrevista ao jornal regional Ouest-France, ele afirmou que as dificuldades nas ruas de Kumasi moldaram sua trajetória até a Copa do Mundo de 2026.
O jogador cresceu em um bairro violento na segunda maior cidade de Gana. Reconhece ter sido brigão na infância e que caminhava com facões pelas ruas, envolvido em furtos, vandalismo e pequenos delitos. Sua mãe chorava ao vê-lo nesse caminho, enquanto um tio o incentivava a jogar futebol.
A carreira de Seidu decolou após o incentivo familiar, quando foi encaminhado a um centro de treinamento longe de casa. O futebol, segundo ele, salvou a vida, oferecendo uma saída para o ambiente conturbado. Hoje, aos 25 anos, ele atua no Rennes, da França, após passagem pelo Clermont Foot e reabilitação de lesão.
Raiz da superação
Segundo o zagueiro, o futebol se tornou um exemplo para a comunidade e uma referência para jovens. Em entrevista ao Olympic Channel, ele disse buscar orientar jovens a perseguirem o esforço e evitarem a vida perigosa que conheceu na infância.
Seidu participa de sua segunda Copa do Mundo. Ele estreou em 2022, no Catar, contra Portugal, em grupo que também contou com Inglaterra e Croácia. Nesta quarta-feira (17), ele volta a representar Gana na estreia de 2026, diante do Panamá, às 20h (horário de Brasília).
A seleção ganesa compõe o Grupo L, com Inglaterra e Croácia. A presença de Seidu no torneio reforça a narrativa de transformação de um atleta que teve início numa trajetória marcada pela violência de rua para alcançar o futebol de alto nível.
Entre na conversa da comunidade