- Corinthians registrou déficit de 168 milhões de reais no balancete de abril, cerca de 130% acima do orçamento de 72,9 milhões para o período.
- A diretoria aponta a ausência de vendas de jogadores nos primeiros quatro meses de 2026 como principal motivo, pois previa 75 milhões de reais líquidos com negociações.
- A decisão foi adiar operações de transferências para priorizar o desempenho na Libertadores e a valorização do elenco.
- Foram recusadas propostas de terceiros: 18 milhões de euros pelo atacante Yuri Alberto, 10 milhões de euros pelo goleiro Hugo Souza e 17 milhões de euros pelo volante André.
- A projeção é de 25 milhões de euros líquidos em vendas na próxima janela, que ocorre entre 20 de julho e 11 de setembro; no período, a receita bruta somou 273,1 milhões de reais e o custo operacional foi de 272,1 milhões.
O Corinthians divulgou o balancete de abril nesta quinta-feira (18) e anunciou déficit de 168 milhões de reais. O valor ficou cerca de 130% acima do orçamento previsto de 72,9 milhões para o período.
O clube atribuiu o resultado negativo à ausência de venda de jogadores nos primeiros quatro meses de 2026. A diretoria esperava 75 milhões líquidos com negociações no início da temporada, mas adiou as operações para priorizar Libertadores e valorização do elenco.
Desempenho e projeções
O Timão mantém a estratégia de segurar atletas e projeta 25 milhões de euros líquidos (aprox. 148,4 milhões de reais) com vendas na próxima janela, entre 20 de julho e 11 de setembro.
Entre janeiro e abril, a receita operacional bruta atingiu 273,1 milhões. Origem principal: patrocínios (91,2 milhões), direitos de transmissão (81,7 milhões) e receita de jogos (37,1 milhões).
O custo operacional foi de 272,1 milhões, majoritariamente com pessoal (198 milhões). Despesas não recorrentes somaram 38,6 milhões, incluindo premiação da Copa do Brasil e a dívida com Félix Torres.
Movimentações de transferências destacam recusas a propostas recentes: janeiro, 18 milhões de euros pelo atacante Yuri Alberto; fevereiro, 10 milhões de euros pelo goleiro Hugo Souza; março, 17 milhões de euros pelo volante André.
Segundo o relatório, se tivessem ocorrido as vendas na primeira janela e não houvesse o parcelamento da premiação da Copa do Brasil nem os tributos da dívida com o Santos Laguna, o déficit cairia para 54,4 milhões, abaixo do orçamento.
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