- Duckens Nazon, atacante haitiano naturalizado francês, é o maior artilheiro da história da seleção do Haiti, com 44 gols.
- O jogador deixou o Irã por terra durante o início da guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, quando o aeroporto suspendeu operações.
- Ele chegou a entrar na aeronave, mas desembarcou minutos antes da decolagem após o fechamento do espaço aéreo.
- Por terra, seguiu até a fronteira com o Azerbaijão, mas ficou cerca de 48 horas retido por exigências de documentação.
- Com apoio de representantes diplomáticos, conseguiu atravessar a fronteira e segue preparando-se para a Copa do Mundo, na qual o Haiti enfrentará o Brasil.
Duckens Nazon, atacante haitiano, quase ficou retido na abertura da Copa do Mundo ao fugir do Irã durante o conflito entre Irã, EUA e Israel. Ele atua pelo Steglau, clube sediado no Irã, e já se preparava para voar rumo à Europa quando o embate estourou.
Conforme relato à Rede DRM, o jogador estava pronto para partir quando o aeroporto encerrou operações. Passageiros tentaram decolar, mas foram obrigados a desembarcar minutos antes da decolagem. Sem saída aérea, Nazon seguiu por terra.
Atravessou a fronteira iraniana em direção ao Azerbaijão, em meio a um ambiente carregado de tensão. O atacante registrou o trajeto nas redes sociais, descrevendo o período como de grande apreensão diante da incerteza sobre o destino seguro.
Obstáculos na fronteira e saída
Ao chegar ao Azerbaijão, autoridades locais exigiram documentação adicional e impediram a entrada imediata, mantendo o haitiano retido por cerca de 48 horas na região fronteiriça. O auxílio de representantes diplomáticos foi crucial para permitir a travessia.
A partir desse ponto, Nazon seguiu viagem para a Europa, onde pode continuar a preparação para a Copa do Mundo. Nascido na França e filho de haitianos, ele optou pela seleção do Haiti e tornou-se o maior artilheiro da história do país, com 44 gols.
Sobre o atacante e a carreira
Nazon é reconhecido como uma das principais peças da seleção haitiana, que enfrentará o Brasil nesta sexta-feira, em Madison, na Filadélfia. Conflitos recentes não interromperam a continuidade de sua trajetória com a equipe nacional, que retorna ao Mundial após 52 anos de ausência.
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