- O paraguaio Miguel Almirón foi expulso aos 47 minutos do primeiro tempo da partida contra a Turquia por cobrir a boca para falar com o lateral turco Muldur.
- A expulsão ocorreu sob a Lei Vinicius Junior, a nova regra da FIFA que proíbe cobrir a boca para falar em campo e pode resultar em cartão vermelho.
- A norma, definida pela International Football Association Board (Ifab), entrou em vigor em abril e vale no Brasil e no exterior.
- A regra soma-se a ações contra conduta racista ou discriminatória em campo, com o árbitro responsável pela decisão de expulsar o jogador.
- A medida nasceu após casos de racismo contra Vinicius Junior na Espanha; a UEFA já puniu Gianluca Prestianni por conduta discriminatória, citando linguagem homofóbica.
O Paraguai viu o atacante Miguel Almirón ser expulso aos 47 minutos do primeiro tempo da partida contra a Turquia, nesta madrugada. Ele cobriu a boca para falar com o lateral turco Mert Muldur durante uma parada de falta, o que resultou no cartão vermelho. O erro ocorreu em jogo válido pela Copa do Mundo.
A expulsão foi aplicada pelo árbitro salvadorenho Iván Barton, com o auxílio do VAR. Com a decisão, o Paraguai ficou com um jogador a menos em campo durante o restante do confronto. O episódio reacende o debate sobre conduta em campo e racismo no futebol.
A punição faz parte de a nova regra da FIFA, conhecida como Lei Vinicius Junior, aprovada pelo IFAB em abril. A norma proíbe que qualquer jogador cubra a boca para falar durante o jogo e prevê expulsão em casos de conduta racista ou discriminatória.
A regra ampliou as diretrizes para o que é considerado conduta ofensiva. Ela já havia sido discutida em episódios recentes envolvendo o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, em confrontos com Vinicius Junior, do Real Madrid. A FIFA já havia sugerido endurecimento de punições.
O objetivo da medida é coibir abusos durante partidas, tanto em jogos locais quanto internacionais. A aplicação ocorreu pela primeira vez na Copa, marcando um marco na aplicação prática da lei. A entidade busca maior rigor no combate ao racismo.
As autoridades brasileiras reiteraram apoio à nova política, destacando a importância de responsabilizar atos discriminatórios. A implementação envolve árbitros e equipes de tratamento de incidentes para assegurar aplicação uniforme.
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