Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Seleção iraniana disputa Copa sob restrições após veto nos EUA

Seleção iraniana treina sob vigilância em Tijuana, após ter base impedida nos EUA, enquanto tensões políticas acompanham o Mundial

TENSÃO - Guardas em frente ao hotel da delegação: forte esquema de segurança para proteger um time de futebol
0:00
Carregando...
0:00
  • A seleção do Irã disputa a Copa do Mundo com base restrita aos Estados Unidos, hospedando-se em Tijuana, com guarda da Guarda Nacional e visitas proibidas; o trajeto até o campo de treino ocorre em ônibus escoltados.
  • O governo dos Estados Unidos não autorizou a base da delegação no território americano; doze integrantes, entre eles o presidente da federação, não receberam visto e devem sair logo após as partidas.
  • O capitão Mehdi Taremi criticou a Fifa e a logística, dizendo que o time não recebe suporte e que a preparação fica comprometida; ele foi detido no aeroporto de Los Angeles ao deixar os EUA.
  • Fora dos EUA, em Tijuana a delegação recebeu apoio de moradores; a cidade e o clube local cederam instalações de treino e criaram uma atmosfera de acolhimento para a equipe.
  • Caso Irã e Estados Unidos terminem em segundo lugar nos grupos e avancem, há a possibilidade de duelo nas oitavas em Dallas, um encontro com forte significado político e esportivo.

Barrada nos EUA, seleção iraniana disputa a Copa marcada por restrições. Frente a restrições, a equipe treina em Tijuana, no México, sob vigilância constante. Soldados da Guarda Nacional mexicana observam o hotel 24h, com acesso restrito a hóspedes.

Os iranianos teriam de adaptar-se a uma base no México, já que o governo dos EUA negou a base em território americano. Hotéis e instalações em Tucson foram recusados, e os jogadores só entram nos EUA na véspera dos jogos, devendo sair logo após o apito final.

Doze membros da delegação, entre eles o presidente da federação, não receberam visto. O técnico Amir Ghalenoei declarou que o time é o mais perseguido da Copa após o empate com a Nova Zelândia.

Realidade no México

Em Tijuana, a delegação é recebida pela comunidade local, sem o mesmo nível de pressão vivido nos EUA. Moradores acompanham diariamente os treinamentos e um outdoor do Club Tijuana celebra a presença da equipe.

Antes da estreia, o capitão Mehdi Taremi criticou a logística e disse que a Fifa não oferece suporte adequado. Ele afirmou que os atletas pediram ajuda ao presidente da entidade, Gianni Infantino, para tentar melhorar as condições.

O treinador também afirmou que as restrições norte-americanas prejudicam a recuperação física e a preparação da seleção. A ausência de apoio logístico é vista como fator que impacta o desempenho em campo.

Perspectiva e continuidade

Na fase de grupos, o Irã disputa as partidas nos EUA, mas mantém distanciamento político evidente. Em Los Angeles, a imprensa e torcedores divergem entre apoio ao time e críticas ao regime, com hinos e bandeiras amplamente discutidos fora de campo.

Ao mesmo tempo, o desempenho dentro de campo tem mostrado resiliência. O empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia elevou o espírito da equipe e gerou uma demonstração de união entre adeptos e opositores do regime, em momentos de tensão.

Caso haja avanços às oitavas de final, EUA e Irã poderiam se enfrentar em Dallas, trazendo um desfecho que une futebol e política de maneira inusitada. A possibilidade já desperta curiosidade sobre o peso simbólico desse confronto hipotético.

Publicado em VEJA, edição de 19 de junho de 2026, observando os desdobramentos da Copa do Mundo e as particularidades vividas pela delegação iraniana.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais