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Copa de 2026 promete sustentabilidade, mas pode bater recorde de emissões

Apesar das ações de sustentabilidade da FIFA, estudos indicam que deslocamentos aéreos podem responder por quase noventa por cento das emissões do Mundial

FIFA prometeu ações de reciclagem, mobilidade e reaproveitamento da infraestrutura, mas peso segue nas emissões de viagens (Imagem gerada por IA/Exame)
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  • A Copa do Mundo de 2026 acontece entre três países (Estados Unidos, Canadá e México), reunindo quarenta e oito seleções, cento e quatro partidas e dezesseis cidades-sede.
  • A FIFA destaca sustentabilidade como eixo, com uso de estádios existentes, incentivo ao transporte público, gestão de resíduos e campanhas como Gol por el Ambiente.
  • Antes do torneio, estudos indicavam que as viagens teriam peso grande na pegada de carbono, estimando entre sete milhões e oitenta e sete por cento das emissões da competição.
  • Projeções indicavam que o transporte aéreo poderia ter impacto maior que em edições anteriores, aumentando até centenas de por cento em comparação a torneios passados.
  • Ao longo do Mundial, o debate permanece sobre o quanto ações de reciclagem, mobilidade urbana e reaproveitamento de infraestrutura conseguem reduzir a pegada ambiental; os números finais devem sair ao fim do torneio.

Antes da bola rolar, a Copa do Mundo de 2026 já enfrentava a questão ambiental que a envolve. A FIFA destacou sustentabilidade como pilar do torneio, com uso de estádios existentes, incentivo ao transporte público e gestão de resíduos.

A competição acontece entre três países, com 48 seleções, 104 partidas e 16 cidades-sede. Essa escala elevou o debate sobre o impacto climático, mesmo com promessas de ações sustentáveis.

Estimativas apontam que a pegada de carbono pode superar 7,8 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, segundo a Greenly. Análises de outras organizações sugerem volumes próximos a 9 milhões.

Levantamento da Coppe/UFRJ projeta que o ciclo completo pode ultrapassar 24 milhões de toneladas de gases de efeito estufa ao longo de 40 dias. A principal mudança está nos voos entre continente.

Especialistas destacam que aproximadamente 87% das emissões estariam ligadas a viagens, sobretudo deslocamentos aéreos de seleções, delegações, imprensa e torcedores.

A expansão para três países aumenta a necessidade de conectividade aérea entre Estados Unidos, Canadá e México, elevando o número de voos e a distância percorrida.

Para reduzir impactos, a FIFA prioriza estádios já existentes, lança a campanha Gol por el Ambiente e incentiva o uso de transportes públicos nas cidades-sede. A meta é diminuir efeitos sem prometer neutralidade.

Diferenças com a Copa do Catar 2022 são evidentes. Naquele ano, a entidade enfrentou críticas de greenwashing ao afirmar neutralidade. Em 2026, o foco é reduzir impactos e aumentar eficiência.

Com o andamento do torneio, o tema climático acompanha cada jogo, voo e decisão de logística. A avaliação final das emissões ainda depende do encerramento do Mundial.

Fontes e estudos citados incluem Greenly, Scientists for Global Responsibility, New Weather Institute e Coppe/UFRJ. As informações são utilizadas para acompanhar a evolução das emissões e das medidas de mitigação.

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