- Corinthians mandou confeccionar 500 cartões de visita para Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, apontado pela investigação do Ministério Público sobre a Mega Assessoria Operacional.
- Nota fiscal de 26 de agosto de 2025, um dia após a eleição de Osmar Stábile, indica vínculo suficiente para justificar a confecção dos cartões.
- UOL teve acesso a planilha interna com pedidos de cartões para dirigentes, funcionários e prestadores de serviço em diferentes departamentos.
- Fernando foi descrito em documentos como gerente ou coordenador operacional do clube social e do CT Joaquim Grava, com contradições entre as versões apresentadas ao longo da apuração.
- O MPs investiga contratação sem contrato formal, emissão de notas fiscais e possíveis conflitos de interesse, com pagamentos via PIX ligados à Mega Assessoria e desdobramentos políticos no Corinthians.
O Corinthians teve 500 cartões de visita confeccionados para Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, figura ligada à investigação do Ministério Público de São Paulo sobre a contratação da Mega Assessoria Operacional Ltda. A empresa atuou no clube sem contrato formal entre agosto e outubro de 2025.
A nota fiscal, emitida em 26 de agosto de 2025, um dia após a eleição definitiva de Osmar Stábile para a presidência, não especifica a função de Fernando, mas aponta vínculo suficiente para justificar o material. O UOL teve acesso a uma planilha interna com solicitações semelhantes de cartões para dirigentes, funcionários e prestadores em diferentes departamentos.
Esclarecimentos sobre o papel de Nandão
Fernando José da Silva já foi descrito, em documentos e manifestações, como gerente operacional e também como coordenador operacional do clube social e do CT Joaquim Grava. As informações foram veiculadas por reportagens do UOL em maio. A MPs identificou contradições nas versões apresentadas durante a apuração da Mega Assessoria.
Ampliação do uso operacional
Relatos indicam que Fernando passou a atuar na reorganização de segurança e controle de acesso após episódios de invasão no Parque São Jorge. A função foi inicialmente designada como temporária, em caráter emergencial, diante de ações de terceirizadas que desrespeitaram determinações da nova gestão.
Perspectiva da investigação e repercussões
A atuação de Fernando parece ter se estendido até o início de 2026, mantendo responsabilidades ligadas à logística de segurança e à escolta de delegações. Documentos do MP apontam atuação simultânea como integrante da operação do Corinthians e proprietário da empresa contratada, com notas fiscais substituídas por inconsistências internas.
Regularização fiscal e novas informações
Em maio, o UOL revelou que a Mega Assessoria emitiu novos documentos fiscais após problemas em notas anteriores. E-mails internos indicam que o clube discutia a regularização da documentação desde dezembro de 2025. O caso também figurar na linha de investigação sobre possível conflito de interesses envolvendo Fernando e a contratação.
Situação atual e desdobramentos
O presidente Osmar Stábile passou a ser alvo de investigações após depoimento de um ex-diretor administrativo. O UOL procurou Fernando José da Silva, que não respondeu até a publicação. O Ministério Público continua avaliando irregularidades na contratação sem contrato formal e a eventual participação de Fernando no processo.
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