- Raphinha ficou fora como ponta-direita após lesão, impactando as opções de Ancelotti contra Haiti.
- Sem Raphinha, os dois artistas de ataque da equipe brasileira perdem um diferencial na ponta direita.
- O treinador invertou o eixo do time, prendendo Danilo na saída e liberando Douglas Santos como lateral ofensivo.
- Com a ausência de Wesley e de outras alternativas, a chance recai sobre Rayan, Luiz Henrique ou Martinelli para ocupar a ponta.
- O conceito atual de abrir o campo ganha importância, visando ampliar espaços entre meio e defesa no campo de jogo.
Raphinha se machucou na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, contra o Haiti, e desfalca o Brasil na ponta direita. A ausência provoca ajustes no esquema de Carlo Ancelotti, que já enfrentou baixa de outros atletas na montagem do time. A mudança acontece em momento-chave da competição.
O brasileiro iniciou na posição de ponta-direita apenas na partida em que se lesionou. Ele se une a Vinícius Júnior, que também tem papel decisivo, mas não ocupa exatamente o mesmo espaço do companheiro quando em campo. A lesão de Raphinha derruba uma das opções de profundidade pela direita.
Quem entra na vaga ainda não está definido. Com Wesley fora, Ibañez não teve sucesso como lateral, e Danilo ficou sem a profundidade esperada. A solução adotada foi inverter o eixo, prender Danilo na saída com os zagueiros e subir Douglas Santos como lateral ofensivo, abrindo espaço para composição de jogadas.
Novo desenho tático e alternativas
A ausência de Raphinha revaloriza o papel de outros atletas que podem atuar pela direita, como Rayan, Luiz Henrique ou Martinelli. O conceito de abrir o campo ganha relevância, já que o futebol atual privilegia esse espaçamento entre linhas para criar espaço na defesa adversária.
Especialistas destacam que a função de ponta-direita pode ser desempenhada por diferentes perfis, desde laterais até atacantes. O essencial é manter o dinamismo pela beirada, mantendo a largura do campo para facilitar a circulação da bola e a criação de jogadas.
Raphinha deixa o time com menos opções de desequilíbrio pela direita, o que exige ajuste rápido do técnico. A escolha de substitutos dará ritmo ofensivo semelhante ao apresentado com o jogador em campo, mantendo o equilíbrio entre zaga e ataque.
A mudança também reforça o tema da evolução tática do Brasil, com a busca por diversidade de soluções sem perder a linha de passes e a pressão preventiva. O desempenho dos substitutos será seguido de perto pela comissão técnica e pela imprensa.
Fonte: Folha de S.Paulo / Folhapress. Obrigado pela leitura.
Entre na conversa da comunidade