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Raphinha volta a sentir a coxa e destaca dificuldade de evitar lesões no futebol

Raphinha volta a sentir a coxa direita; lesão no bíceps femoral explica recorrência e maior risco de nova lesão no futebol

Raphinha deixa o campo no jogo contra o Haiti, na sexta-feira (19), após sentir a coxa direita — Foto: AP Photo/Matt Slocum
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  • Raphinha deixou o campo no primeiro tempo do jogo Brasil over Haiti com dores na coxa direita, quarto episódio na mesma região em menos de um ano.
  • O músculo mais atingido é o bíceps femoral, localizado na parte posterior da coxa, que trabalha com duas articulações ( quadril e joelho) e é propenso a lesões por exigir contração excêntrica durante acelerações e frenagens.
  • Lesões nesse músculo costumam ocorrer em corridas de alta velocidade, quando o músculo precisa frear o joelho, controlar o quadril e desacelerar a perna.
  • A reincidência é explicada pela biologia do tecido: a cicatriz formation (fibrose) deixa a área mais fraca, com menor elasticidade, além de perda de força e controle neuromuscular; exames de imagem são fundamentais para confirmar se é nova lesão ou remanescente.
  • O tempo de recuperação varia conforme a extensão da lesão; retorno pode ocorrer em uma a duas semanas para edema apenas, ou ficar entre três semanas e meses para rupturas de fibra; a Confederação Brasileira de Futebol não revelou o estado atual nem o prazo de retorno.

Raphinha deixou o campo ainda no primeiro tempo da vitória do Brasil sobre o Haiti, na última sexta-feira, com dores na parte posterior da coxa direita. Foi o quarto episódio na mesma região em menos de um ano com a Seleção.

A lesão envolve o bíceps femoral, músculo situado na parte posterior da coxa. Esse grupo de isquiotibiais nasce na bacia e chega à tíbia, trabalhando com as duas articulações, o quadril e o joelho, e entrando em ação durante acelerações, chutes longos e disputas de bola.

Por cruzar duas articulações, o bíceps femoral tende a sofrer mais quando a musculatura se alonga sob esforço. A forma mais comum de lesão ocorre em fases de corrida de alta velocidade, quando o músculo precisa frear o joelho e controlar a desaceleração da perna.

Anatomia e risco

O músculo atua em movimentos combinados de extensão do quadril, flexão do joelho e rotação externa da tíbia. Por operar em duas articulações, ele fica mais propenso a sobrecarga do que músculos que trabalham apenas em uma articulação.

Lesões repetidas na mesma região costumam ocorrer devido à fibrose de tecido, que reduz elasticidade e causa encurtamento. A recuperação envolve restauração de força, controle neuromuscular e reabilitação adequada, com monitoramento individual.

Diagnóstico e recuperação

Diferenciar dor antiga de lesão nova é um dos maiores desafios. Exames de imagem ajudam a confirmar se houve rompimento de fibra e a localizar a lesão com precisão.

A ressonância magnética é o exame padrão-ouro para avaliar extensão, local e presença de hematoma. O ultrassom é útil no acompanhamento ao longo do tempo, dependendo da experiência do profissional.

O tempo de recuperação varia conforme o tamanho e a localização da lesão. Edema sem ruptura pode permitir retorno em 1 a 2 semanas; rompimento de fibra costuma exigir de 3 semanas a vários meses, conforme o caso.

Até o fechamento desta edição, a CBF não detalhou o diagnóstico de Raphinha, apenas informou que o atacante sentiu dor na coxa direita e iniciou tratamento.

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