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Técnico do Paraguai critica a Lei Vini Jr. e teme perder a essência do futebol

Técnico paraguaio critica rigor da Lei Vini Jr. após expulsão de Almirón, teme que mudanças prejudiquem a essência do futebol e a próxima Copa

Miguel Almirón é expulso após tapar a boca em discussão com adversário em Turquia x Paraguai — Foto: Richard Heathcote/Getty Images
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  • O técnico Gustavo Alfaro criticou o rigor da “Lei Vini Jr.” após a expulsão de Miguel Almirón na vitória do Paraguai sobre a Turquia por 1 a 0.
  • A punição veio por Almirón cobrir a boca em uma discussão; foi a primeira aplicação da nova regra da FIFA para coibir discriminação.
  • Alfaro disse que o cartão vermelho é excessivo e que um amarelo seria suficiente, temendo que mudanças prejudiquem a essência do futebol.
  • O treinador também reclamou de outras regras, como o tempo de atendimento médico fora de campo e os acréscimos considerados excessivos.
  • O Paraguai jogou o segundo tempo com um jogador a menos, venceu por 1 a 0 e ficou em terceiro no Grupo D.

O técnico Gustavo Alfaro afirmou que a expulsão de Miguel Almirón, na vitória do Paraguai por 1 a 0 sobre a Turquia, ocorreu sob a nova regra da FIFA, conhecida como Lei Vini Jr. Contudo, ele considerou a punição excessiva e teme impactos negativos no jogo.

A expulsão ocorreu após Almirón cobrir a boca durante uma discussão. A regra busca coibir manifestações discriminatórias nas partidas da Copa. Alfaro reconheceu a validade da decisão, mas destacou o peso do cartão vermelho.

Alfaro lembrou que o gesto pode ser reflexo do calor da partida e que, na prática, o cartão vermelho pode exceder o que a situação exige. Questionou se o amarelo seria suficiente para punir a ação.

Nova regra e críticas

Segundo o treinador, outras aplicações do regulamento também chamam atenção, como o tempo de atendimento médico fora de campo e acréscimos finais. Ele afirmou que tudo é importante, mas requer equilíbrio para não descaracterizar o futebol.

No jogo contra a Turquia, o Paraguai também teve desvantagens a partir do segundo tempo, com dois jogadores a menos por curto período devido a atendimento médico. Além disso, houve acréscimos adicionais ao tempo regulamentar após lesão no final da partida.

Alfaro disse não ser contra as novas normas, mas pediu justiça na aplicação. Ele afirmou que o esporte evolui, porém não pode perder a essência de competição, contato e disputa que caracterizam o futebol.

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