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Atletas da seleção brasileira de flag football são afastados por mensagens misóginas

Afastamento de cinco atletas da seleção brasileira de flag football ocorre após vazamento de mensagens misóginas; clubes adotam medidas antes do Mundial de Düsseldorf

Atletas da seleção brasileira de flag football são afastados após vazamento de mensagens misóginas
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  • Cinco atletas da seleção brasileira de flag football foram afastados após o vazamento de mensagens com teor misógino atribuídas a eles.
  • As conversas, obtidas pelo jornal O Globo, contêm ataques a jogadoras e membros da equipe e chegam a citar mandar matar algumas mulheres.
  • O episódio teria ocorrido após uma suposta traição durante um evento no México; a namorada de um dos jogadores teria acessado vídeos e mensagens, levando à repercussão.
  • O caso ocorre antes do Mundial de flag football, em agosto, e da estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
  • Clubes e a Confederação Brasileira de Futebol Americano adotaram medidas: o Vasco Almirantes afastou os citados; o Brasília Pilots rejeita discriminação; o Flag Kings também afastou temporariamente o atleta; investigações seguem sob sigilo.

Após o vazamento de mensagens atribuídas a cinco atletas da seleção brasileira de flag football, todos foram afastados da equipe. O material, obtido pelo jornal O Globo, traz teor misógino direcionado a jogadoras e membros da staff da CBFA.

Os nomes citados na divulgação são João Pedro Chermont, Vitor “Pedalada” Paiva, Nicolas Quadro, Matheus “Viza” Duarte de Oliveira e Felipe Aymoré. As conversas teriam ocorrido após um evento envolvendo seleção masculina e feminina no México, com retorno aos Brasil seguido pela exoneração de perfis.

Segundo o veículo, a namorada de um jogador teria descoberto uma traição, com gravação de um encontro registrado. Ela afirmou ter acessado também o conteúdo das mensagens do grupo. Em seguida, os envolvidos apagaram as suas redes.

A relação de mensagens traz trechos violentos e depreciativos contra mulheres, com termos como puta e piranha. Há ainda menções a boate em Florianópolis e a suposta intenção de violência contra mulheres, além de referências a uma vice-presidente da CBFA.

O Globo ouviu uma ex-namorada de um dos atletas, que relatou ter sido agredida pelo jogador e afirmou ter sido desencorajada a tornar o caso público. Em parte das mensagens, o atleta valoriza a imagem de “bom moço” que exibe aos colegas.

O caso ganha repercussão antes do Mundial de flag football, em agosto, na Alemanha, e em meio à estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos de 2028. A notícia ocorre em meio ao crescimento da prática e sua visibilidade internacional.

Todos os cinco atletas citados eram titulares da seleção. As mensagens mencionam jogadoras, técnicos e profissionais da CBFA, incluindo nutricionista, médica e fisioterapeuta. A presidente Cris Kagiwara também aparece nas mensagens.

A CBFA informou que não tem declaração a fazer no momento, citando sigilo de procedimentos. A entidade ressaltou que divulgar informações protegidas pode gerar responsabilização para quem as divulgar.

Reação de clubes e medidas adotadas

Diferentes clubes ligados ao flag football se manifestaram publicamente. O Brasília Pilots, equipe da seleção feminina, afirmou que não há espaço para discriminação ou desrespeito dentro do esporte.

Entre os envolvidos, Vitor Paiva e João Pedro Chermont integram o Vasco Almirantes. O clube divulgou que decidiu pelo afastamento dos jogadores citados.

A equipe Flag Kings, com Matheus Duarte Oliveira, também confirmou o afastamento temporário e informou que seguirá as medidas cautelares da CBFA, até o fim das investigações. O afastamento não é reconhecimento de culpa, segundo o clube.

O Terra procurou a CBFA para comentários e aguarda retorno. A reportagem também tenta localizar a defesa dos atletas.

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