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Na rota do Brasil, o Japão mostra o que tem de melhor

Japão mantém equilíbrio tático e pressão sem bola, com ataque equilibrado, nove jogos sem derrota e goleada histórica sobre a Tunísia

Kamada comemora gol do Japão contra a Tunísia
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  • A seleção do Japão é a quarta da Copa com menor distância percorrida por jogo, 49,3 km nos dois matches analisados. Mantém também a segunda menor quantidade de sprints de alta velocidade, 41,5 por jogo.

  • O Japão se destaca pela intensidade e pelo perde-pressiona, com marcação firme e boa organização sem bola.

  • O ataque japonês funciona de forma equilibrada, explorando ações por direita, centro e esquerda para abrir espaços na defesa adversária. A equipe chegou sem três jogadores-chave por lesão no fim de 2018, mas manteve base sólida.

  • A equipe vive boa fase, venceu Tunísia por 4 a 0 e não perde há nove jogos, com vitórias sobre Brasil e Inglaterra em amistosos e empate com a Holanda no Mundial; a última derrota europeia foi contra a Bélgica, em 2018.

O Japão avança na Copa do Mundo de 2026 na mesma linha de atuação que o Brasil, com a última rodada da fase de grupos definindo os confrontos no mata-mata. No momento, os Samurais Azuis disputam uma vaga entre os classificados, com foco no desempenho da equipe.

O time percorre distâncias menores por partida, mantendo 49,3 km em dois jogos. A marca indica eficiência na movimentação em campo, aliado à segunda posição no ranking de sprints de alta velocidade, com 41,5 por jogo, segundo SofaScore.

Desempenho tático

A principal fortaleza japonesa é a intensidade na pressão. O perde-pressiona funciona com marcação justa e perseguições longas quando necessário, contribuindo para a organização sem bola e a recuperação de posse.

A equipe atua de forma equilibrada no ataque, com ações simétricas e variações entre direita, centro e esquerda. A estratégia amplia o espaço entre laterais e zagueiros adversários, favorecendo a transição e a construção de jogadas.

Lesões e organização

Antes da Copa, Endo, Minamino e Mitoma ficaram fora por lesões, e Kubo também teve problemas na estreia, ficando ausente contra a Tunísia. Mesmo assim, a base permanece estável, mantendo o esquema com três zagueiros e dois alas, que reforça defesa e transição ofensiva.

O setor defensivo aéreo tem sido o ponto fraco, evidenciado pelo gol de cabeça recebido contra a Holanda. O planejamento tático ainda depende da solidez sem a bola para sustentar o equilíbrio da equipe.

Ribeiro de fase e histórico recente

A vitória por 4 a 0 sobre a Tunísia marcou a maior goleada da história do Japão em Copas. O time chegou a nove jogos de invencibilidade, com vitórias sobre seleções de peso em amistosos e um empate com a Holanda no Mundial.

Sob comando de Hajime Moriyasu desde 2018, a seleção mantém a continuidade técnica, sendo o treinador com contrato renovado após a última Copa. A torcida japonesa tem papel expressivo, com apoio constante nas arquibancadas.

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