- Scaloni rompeu com o passado e adaptou o estilo da Argentina ao elenco, valorizando o jogo pelo meio.
- O treinador deixou de buscar uma tática fixa herdada de Sampaoli e priorizou meio-campistas multifuncionais que criam jogadas entre si.
- Ele percebeu, após conversas com Aimar, Samuel e Ayala, que os melhores argentinos não são jogadores apenas rápidos, mas que se encaixam em rotações e encaixes de passes.
- A ideia é que, quando encadeiam dez passes, surge a oportunidade de gol, sempre levando em conta o adversário.
- Scaloni também se inspirou em Ancelotti ao ouvir os jogadores e adaptar o time conforme o que eles se sentem mais à vontade em campo.
Lionel Scaloni mudou a forma de jogar da seleção argentina após a fase anterior à Copa do Mundo de 2018. Em vez de impor um estilo fixo, ele passou a adaptar o time aos jogadores, buscando o que funciona melhor para o grupo.
A mudança ficou clara na transição entre a comissão técnica que acompanhou Sampaoli e a atual, com Scaloni definindo que os melhores argentinos nem sempre exercem o papel previsto por ideias anteriores. O foco passou a ser a leitura do elenco.
No começo da gestão, a equipe se destacava pelo meio do campo, com jogadas que fluíam pelo setor central. Os meio-campistas multifuncionais passaram a trocar passes entre si até chegar ao gol, reduzindo a dependência de pontas.
A atuação atual leva em conta a ideia de jogo de transição, observação que Scaloni traz de sua passagem pela seleção ao lado de Sampaoli. Ele reconhece que a identidade do jogador argentino pode exigir flexibilização tática.
Scaloni também se inspira em experiências de outros treinadores. Em conversas com a imprensa, ele informou que o que vale é observar como os jogadores se sentem mais à vontade e adaptar o esquema a essa realidade.
A reformulação, segundo o treinador, envolve priorizar o encaixe coletivo: o time funciona quando todos criam jogadas em conjunto. Em vez de exigir velocidade ou passes longos, a equipe busca encadear dez passes que levem a uma oportunidade de gol.
Nos bastidores da comissão técnica, Pablo Aimar, Walter Samuel e Roberto Ayala atuam como ponto de referência para entender o que cada jogador faz bem. A ideia é alinhar o estilo ao talento disponível.
A evolução ocorreu com a convicção de que o melhor caminho não precisa seguir um único modelo, especialmente numa Copa do Mundo que exige enfrentar fases eliminatórias com variações táticas. Scaloni mantém o foco no desempenho do grupo.
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