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Soft power chinês ajuda países africanos a chegar à Copa

China usa a diplomacia dos estádios para influenciar seleções africanas, com sete das dez classificadas tendo estádios financiados e erguidos por estatais chinesas

Na imagem, o Estádio Nacional de Cabo Verde, construído e financiado pela China em 2014
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  • A China atua na chamada “diplomacia dos estádios” para fortalecer laços com países africanos, influenciando 7 das 10 seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2026.
  • A participação chinesa envolve a construção de estádios de padrão internacional, não patrocínios ou treinamento dentro de campo.
  • Segundo a matéria, empresas chinesas já ajudaram a erguer mais de 100 estádios no continente, fortalecendo a presença do país na infraestrutura esportiva africana.
  • Um exemplo citado é o Estádio Olímpico Alassane Ouattara, na Costa do Marfim, construído por estatais chinesas para a edição de 2024 da Copa Africana de Nações.
  • Em Cabo Verde, o Estádio Nacional, concluído em 2014 com financiamento chinês, tem 15.000 lugares e sediou a classificação histórica da seleção para a Copa do Mundo de 2026.

A China exerce o que especialistas chamam de diplomacia dos estádios, investindo na construção de arenas em vários países africanos. A estratégia não envolve apenas patrocínios, mas a criação de infraestrutura que associa o país a eventos esportivos de grande visibilidade.

Segundo análises, em 7 dos 10 países africanos classificados para a Copa do Mundo de 2026 houve participação de estádios chineses na infraestrutura. O objetivo é ampliar vínculos diplomáticos por meio de projetos de grande escala e visibilidade internacional.

A iniciativa, que já dura mais de quatro décadas, combina obras de construção civil com a exposição de marcas de empresas chinesas nos estádios. Além de facilitar o fluxo de investimentos, facilita intercâmbios culturais entre trabalhadores locais e equipes de construção.

Diplomacia dos estádios

A estratégia mira especialmente países que sediarão torneios regionais, como a Copa Africana de Nações. Em 2024, a Costa do Marfim recebeu o Estádio Olímpico Alassane Ouattara, com 60 mil lugares, construído por estatais chinesas.

Empresas chinesas atuam fortemente na construção de estádios nas últimas seis edições da Copa Africana de Nações. Fontes oficiais apontam que a China ajudou a erguer mais de 100 estádios em todo o continente.

Casos práticos

Cabo Verde tornou-se exemplo recente: a seleção nacional chegou à Copa do Mundo de 2026 após empatar com a Espanha. O Estádio Nacional de Cabo Verde, com capacidade para 15 mil, foi financiado pela China e construído por uma estatal chinesa, concluído em 2014.

A infraestrutura local elevou a visibilidade do país e criou laços com a indústria chinesa de construção.

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