- Inglaterra empata em zero a zero com Gana no segundo jogo da Copa do Mundo, no Gillette Stadium, mantendo todos com quatro pontos no Grupo L.
- A melhor oportunidade inglesa surgiu aos 86 minutos: cabeceio de Nico O’Reilly atingiu o travessão e o rebote de Harry Kane foi para fora a oito metros.
- Gana organizou uma defesa compacta em 4-5-1, anulando o meio-campo inglês e dificultando bastante as finalizações, em atuação liderada pelo técnico Carlos Queiroz.
- Questões envolvendo os extremos britânicos: Anthony Gordon não conseguiu desequilibrar; mudanças com Djed Spence em lateral e Nico O’Reilly voltando ao flanco criaram mais desequilíbrio, mas ainda sem gols.
- Houve quatro intervalos de hidratação, dois oficiais e dois não oficiais, causando pausas adicionais e deixando a torcida inglesa incomodada com o ritmo do jogo.
England ficou no 0 a 0 com Gana neste segundo jogo da fase de grupos da Copa do Mundo, disputado no Gillette Stadium. A seleção inglesa criou poucas oportunidades diante de uma defesa ganense bem organizada, mesmo sendo apontada como favorita no grupo L. O empate mantém as equipes com quatro pontos após duas partidas, com Croácia e Panamá no restante da rodada.
A atuação de Gana ficou marcada pela compactação defensiva sob a orientação de Carlos Queiroz, que comanda a equipe há cerca de 78 dias. O time africano utilizou o estilo geralmente denominado “Sufferball”, mantendo linhas baixas e dificultando o espaço central para os ingleses. No primeiro tempo, houve apenas 77 passes dos ganenses, mas a estratégia funcionou para neutralizar o meio-campo inglês.
A melhor chance da Inglaterra aconteceu aos 86 minutos, quando Nico O’Reilly cabeceou para o travessão e o rebote ficou para Harry Kane, que pegou de primeira e gastou a chance, mandando à queima-roupa por cima do gol a oito metros. O confronto também gerou controvérsia com decisões defensivas de Pickford em duas jogadas pela esquerda, que geraram debates sobre riscos e cobertura do goleiro.
Por que Inglaterra não criou mais?
O combate evidenciou dificuldade inglesa para furar o bloco defensivo ganense, montado em uma linha de quatro atrás com apoio dos volantes. As entradas pelas pontas sofreram com a marcação dos laterais ganenses, especialmente em duelos de 1v1, o que justificou a ausência de finalizações no primeiro tempo.
A equipe de Tuchel tentou alterar o cenário ao longo do segundo tempo, deslocando Nico O’Reilly para a esquerda e levando Madueke a buscar verticalidade pela ala. Mesmo assim, os ingleses mantiveram dificuldades para infiltrar espaços centrais, buscando mais cruzamentos do que chutes de fora da área.
Pickford e momentos de risco
Em uma arrancada de Ghana aos 67 minutos, Antoine Semenyo acionou Adu pela esquerda, e o guardião inglês saiu do gol para contestar a jogada. A jogada acabou em problema duplo, com ambos no chão e a bola rolando para dentro da área, colocando em foco uma possível penalidade que não foi marcada.
Mais tarde, Ezri Konsa quase permitiu o gol de Adu em lance similar. O lance foi considerado por analistas como potencial infração, mas o árbitro não marcou penalidade, e a jogada seguiu com revisão de posição de Adu fora de jogo.
Análise e próximos passos
A atuação de Gana gerou debate sobre o estilo de jogo empregado e a necessidade de ajustes táticos da Inglaterra para partidas futuras, principalmente com mudanças possíveis na escalação de atacantes pela esquerda. A expectativa é de que Marcus Rashford tenha chances para o duelo seguinte, buscando atacar o flanco aberto pelos adversários.
A imprensa destacou a atuação de Anthony Barry no intervalo, com avaliações sobre o posicionamento dos ingleses frente a bloqueios profundos e a leitura de jogo de Queiroz. A equipe volta a campo em breve em jogos que definirão o caminho de ambas as seleções na fase de grupos.
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